A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/09/2021

Conforme os iluministas Diderot e D’Alembet, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos. É notório que no Brasil uma grande parcela da população apresenta problemas no setor econômico, o que mostra ainda mais a importância da aplicação de uma instrução voltada para tal área, o que, de fato, não ocorre no país. Diante dessa perspectiva, faz-se pertinente a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, é importante destacar que, em função dos ditames do mundo capitalista, os brasileiros estão cada vez mais expostos ao consumismo, que por sua vez, impõe um ensino primordial para estrutura da nação. Segundo Simone de Beauvoir, filósofa francesa, “o mais escandaloso dos escândalos, é que nos habituamos a eles”, essa afirmação pode ser facilmente aplicada a carência de ensino, já que mais escandaloso que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade, o que é evidente no Brasil.

Por conseguinte, de acordo com um estudo realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, constatou que 47% dos jovens brasileiros não realizam controles de finanças pessoais. Acrescente-se a isso transtornos para empresas, consequentemente, para o país, isto é descontrole financeiro decorrente da falta de educação financeira. Em suma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de resolver esse déficit educacional. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por intermédios de recursos governamentais, cursos com a disciplina voltadada para finanças, no qual abordem, de maneira simples, para compreensão de todos os mais diversos grupos, a como lidar com finanças, com palestras adequadas. Bem como, campanhas nas redes sociais, guiando os internautas a uma vida econômica melhor. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade menos alienada sobre administração financeira tal como afirma Diderot e D’Alembert.