A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/10/2021
Na série americana “Friends”, o protagonista Joey Tribbiani leva uma vida que exibe nitidamente as tragédias que o mau uso do dinheiro, mesmo em grande quantidade, podem causar. Fora da ficção, a educação financeira no Brasil ainda necessita da superação de entraves para funcionar com excelência pela maioria dos brasileiros. Nesse aspecto, é possível relacionar o impasse não apenas à falta de abordagem do assuntos nas instituições de ensino, mas também à influência governamental e estatal aos créditos em abundância pertinentes no país.
Primordialmente, cabe ressaltar a importância da aprendizagem desde a infância para os mais diversos contextos. Desse modo, não deveria ser diferente quando o assunto é dinheiro, afinal o Brasil é um país extremamente capitalista. No entanto, a educação financeira segue ao longo de muitos anos sendo ignorada e tida como um tabu nos meios de ensino. Nesse sentido, são formados adultos que não sabem lidar com finanças e não costumam ascender socialmente. Nesse viés, o jornal G1 divulgou matérias que mostram que o número de pesquisas sobre educação financeira aumentou consideravelmente após a crise econômica persistente no Brasil, como a explosão de vendas do livro “Primo Rico” de Thiago Nigro, que auxilia e dá dicas sobre finanças. Logo, é nítido que a maioria dos brasileiros não obtém a noção básica sobre educação financeira e tendem a buscar soluções rápidas em situações extremas. Assim, consequentemente, o país ainda mantém uma sociedade estamental em pleno século XXI.
Além disso, a influência governamental e estatal aos créditos atua como impulsionadora do problema. Dessa forma, é evidente no Brasil o impulso às linhas de crédito, incluindo às pessoas negativadas em alguns casos, como empréstimos, cartões, cheques e crediários. Em contrapartida, não há influência na mesma proporção para investimentos e poupanças. Segundo pesquisas do UOL, 41% da população do país possui o nome sujo. Nesse sentido, é válido lembrar que não existem consequências abruptas aos negativados e por isso, grande parte da população citada no site supracitado relatam indiferença em regularizar a situação. Com isso, o Brasil se torna um país de economia frágil, com uma população altamente vulnerável à crises econômicas capazes de levar os brasileiros à extrema pobreza em um curto período de tempo. Dessa forma, é inaceitável que o país se mantenha em tal cenário.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigação do problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve promover incluir a educação financeira à matéria de matemática nas escolas, para que a futura geração cresça consciente e evoluída financeiramente, para que a população futura do país consiga de vez superar os entraves existentes atualmente.