A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/09/2021

No filme “Até que a sorte nos separe”, é retratado o personagem tino, que ganha milhões na loteria, porém, apesar da grande quantia de dinheiro ele acaba falido devido à má administração de seus bens. Analogamente, fora das telas, tal situação, infelizmente, é a realidade de muitos brasileiros no referente ao impacto da educação financeira no dia-dia das pessoas, seja pela falta de auxílio Estatal, seja pela ignorância da população com o tema, o problema permanece exigindo uma melhoria urgente.

Em primeiro lugar, nesse cenário, é evidente que falta de apoio do governo para com a questão agrava ainda mais a problemática. Nesse contexto, o livro “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto, conceitua que é de responsabilidade do Estado prover medidas para o acesso a uma educação básica aos indivíduos, porém, tal conhecimento não é observado quando relacionado as finanças da população, a qual é privada de conhecimentos que deveriam ser ensinados da maneira correta a todos para uma boa administração de serviços populares. Dessa forma, fica evidente que medidas precisam ser realizadas para mudar a conjuntura do cenário desinformativo vigente.

Outrossim, é imperiosa uma análise acerca da tratativa do tema por parte da população, que costuma carecer de medidas e manifestações ativas no âmbito educativo financeiro. Nessa perspectiva, segundo Dilson de Oliveira Nunes, “A ignorância é a raiz de todos os males”, ou seja, enquanto a inércia popular em relação a uma atuação consciente no cenário econômico se perpetuar os problemas de inadimplência, fraudes e roubos continuaram a afligir a sociedade. Dessa maneira, fica evidente que quanto mais a inoperabilidade da comunidade e do governo cresce, mais moroso é o processo de “alfabetização” econômica na vida do brasileiro.

Portanto, para que a educação monetária tenha seu devido valor na vida dos indivíduos deve-se ampliar as medidas adotadas pelo Estado em conjunto com a população. Sob esse viés, cabe ao governo, como formador de cidadãos aptos a viver numa cidadania igualitária, promover mais investimento no setor educativo financeiro, por meio da atribuição de verbas e subsídios necessários para a manutenção de instituições educativas. Além disso, é papel da sociedade, globalizar o conhecimento de cunho financeiro a todos, por meio da promoção de campanhas e mobilizações midiáticas para propagação de sua importância em redes de larga alcançabilidade, a fim de ampliar a sabedoria do brasileiro nas relações comerciais do dia-dia. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora na qualidade de vida de toda sociedade, se distanciando da obra ficcional do filme.