A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 24/09/2021
Tino é um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em dez anos, Tino e sua mulher Jane gastam todo o dinheiro com uma vida de ostentação. Ao descobrir que está meio ano, ele é obrigado a aceitar a ajuda de Amauri, seu vizinho, um consultor financeiro nada divertido e extremamente econômico. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que A educação financeira é fundamental para o progresso social e econômico de um país. Uma população educada financeiramente, não só saberá gerenciar melhor seus salários e bens como passar o melhor entender economia e mercado.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a educação financeira na vida docidadão. Nesse sentido, percebe-se muitos dos brasileiros inseguros em relação às suas finanças, tanto em abundância e escassez. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, com a educação, o que é evidente no país.
Alem disso, é fundamental apontar a falta de recursos educacionais como impulsionador da falta de educação financeira no Brasil. Segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 85% dos brasileiros fazem compras sem planejamento, ou seja, os gastos são descontrolados, gerando dívidas consumidor ao consumidor. Dados estimados pela SERADA, empresa de análise de crédito, apontam que cerca de 24% dos brasileiros se encontram em. O número é ainda maior entre as pessoas com idades de 18 a 30 anos. Logo, é inadmissível que esse canário continue um perdurar.
Depreende-se, portanto, a nessecidade de combate esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação deve oferecer uma categoria obrigatória de economia para os ensinos fundamentais e médios, ademais, aulas de sociologia que discutam sobre consumismo e suas consequências. Além disso, incentivar cursos abertos de investimento dados por meio da Bolsa de Valores. Assim, o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.