A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/09/2021

O artigo 6 da Constituição federal de 1988 diz que “são direitos sociais a saúde, a educação, o trabalho, o lazer, a segurança, a proteção à maternidade e a assistência aos desamparados”. Contudo, ao analisar a importância do ensino financeiro na vida dos brasileiros, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela base educacional deficitária e pela disparidade social promove mais um impasse entre os cidadãos brasilienses.

Sob esta perspectiva, é importante sobrepujar que o desdém ao eixo educativo deficiente esta entre os desafios para a incursão do estorvo. Em síntese, faltam medidas efetivas por parte das autoridades do Ministério da Educação para que o panorama seja alterado. Isso, consoante ao pensamento do médico neurologista Freud, em seu livro “Psicologia das Massas e a Análise do Eu”, em que indivíduos tendem a suprir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. Tendo isso em vista, evidencia-se a importância de certos setores da sociedade, a retrato de famílias e escolas, para a formação cidadã dos brasileiros. Logo, é inadmissível que tal situação se propague, pois traz consequências gravíssimas para uma sociedade, como por exemplo, a propagação dos gastos compulsórios e o aumento do consumismo dentro da sociedade.

Ademais, é imperativo destacar uma dissimetria coletiva como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Em suma, o Coeficiênte de Gine foi desenvolvido com o intuito de medir as desigualdades dentro de uma corporação, por exemplo, de riqueza, de renda e de educação. Nessa lógica, segundo o índice de Gine, a discrepância social no país teve um aumento significativo em 2017 decorrente da crise econômica, o que, consequentemente, prejudica a inserção da metodologia financeira como base de aprendizagem até os dias atuais. Sendo assim, é inaceitável que o Estado, em pleno século XXI, enquanto instituição cuja função é garantir o bem-estar social, contribua para que considerável parcela do tecido civil esteja à margem da sociedade.

Depreende-se, portanto, o quão urgente é a resolução desse árduo panorama. Para isso, a mídia, o conjunto dos meios de comunicação social de massas, deve criar um projeto que vise informar os habitantes sobre a importância da educação monetária na vida dos cidadãos. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e reportagens, com a participação da comunidade, a fim de garantir a equiesciência dos indivíduos prejudicados e mobilizar a nação. Assim, poder-se-á evidenciar o cumprimentos de uma das normas da Constituição Federativa do Brasil, que são os direitos já mencionados.