A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/09/2021

O romance filosófico “Utopia”, criado por Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos. Tal obra fictícia, mostra-se muito distante da realidade contemporânea no tocante a importância da educação financeira na vida do cidadão problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre por conta da precária educação financeira e pela desinformação quando jovens.             Desse modo, torna-se fundamental uma análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destaque a carência de investimentos educação financeira deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob uma perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos requeridos e proporcionados por prejudiciais. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, mais de 45% dos brasileiros não têm educação financeira na sua adolescência. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação.

Além disso, a falta de desinformação quando jovens se apresenta como outro desafio da problemática. De acordo com a filósofa Sêneca, ”A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. ”. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que só 7% das escolas brasileiras trabalhe o conteúdo, o que, consequentemente leva a falta de informação sobre o ramo financeiro. Logo, tudo isso retarda o combate para a perpetuação desse quadro deletério.

Infere-se, portanto, a necessidade da mitigação dos entraves em prol da importância da educação financeira na vida do cidadão. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar os estudos sobre educação financeira e ministrar palestras por meio de profissionais especializados na área financeira, com o objetivo de melhorar as porcentagens no próximo ano. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.