A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 23/09/2021
As mídias, tanto televisivas quanto sociais, mostram que o Brasil enfrenta cada vez mais problemas relacionados ao aumento de endividados no país, diretamente ligado à falta de incentivo a educação financeira para a população. Paralelo a isso, faz-se evidente a importância da inserção de tal educação, tanto para aqueles em processo de formação, quanto para adultos. Assim, seja por herança de um histórico consumista, seja pela falha na estrutura educacional, quando se diz no aspecto financeiro, o problema em questão cresce de forma silenciosa.
Em primeiro lugar, nesse contexto, é primordial a discussão acerca do histórico de alto consumo que paira na sociedade brasileira e que é incentivada, principalmente, pela pressão das propagandas presentes em redes sociais e televisão e que estão no dia a dia das famílias. Nesse contexto, é primordial que a educação financiera seja algo presente desde a vivência dos pais com os filhos na infâcia, uma vez que a criança está exposta desde os primeiros anos a cultura do consumo e é diretamente influênciada pelo que é visto nas telas. Além disso, para Émilie Durkhein, a formação do ser se dá por interação com o meio e com a família, sendo a última o primeiro contato com a estrutura social que está por vir.
Nesse mesmo viés, o currículo escolar apresentado nas escolas ao redor do país, quando se diz na educação financeira, faz-se falho e pouco eficiente no ensino desses aspectos. Desse modo, é valido citar a ideia associada ao filósofo Francis Bacon, que associa o conhecimento ao poder, ou seja, o saber é capaz de fornecer mecanismos para alterar a realidade vivenciada. Nesse sentido, é evidente que o desconhecimento acerca dos meios de gerenciamento do dineiro e demais aspectos esconômicos, é responsável por atrasar a busca por ajuda relacionada ao tema.
Conclui-se, portanto, que a falta de incentivo a educação financeira e a busca por esse conhecimento, torna um empecilho a resolução de problemas pessoais vivenciados pela população. Com isso, cabe ao Ministério da Educação garantir que o ensino acerca da educação financeira seja incluído na grade curricular desde o ensino fundamental, por meio da implementação de aulas voltadas ao gerenciamento do dinheiro, a partir de jogos, para as crianças de 6 a 12 anos, e a promoção de feiras empreendedoras para as crianças acima dos 13 anos, tendo em vista o ensino sobre economia por meio da prática. Só assim, será possível assegurar que a atual geração cresça com a consciência da importância do conhecimento acerca das questões financeiras.