A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/09/2021

No filme “Até que a Sorte nos Separe”, o protagonista, Tino, ganha na loteria mas, por conta da má administração do dinheiro, acaba gastando tudo em poucos anos. Essa má gestão das finanças decorre não só da escassez de recursos imposta ao brasileiro desde o período colonial, como também, da falta da educação financeira. E assim como no filme, na vida real, essa falta afeta diretamente a administração financeira das pessoas, que gastam mais do que possuem e acabam gerando dívidas.

Apesar de o Brasil ter sido colonizado há mais de 500 anos, as consequências desse processo perduram até a atualidade. Um dos impactos do país ter sido uma colônia de exploração no passado é a escassez de renda, acentuada pela desigualdade social, na vida do povo. Por isso, a maioria da população possui o necessário apenas para sobreviver, ao invés de viver com dignidade. Ademais, quem vive no limite dos recursos não tem como gerenciá-los e quando enfim consegue um pouco mais, acaba caindo no consumismo e despendendo mais do que de fato pode.

Segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), aproximadamente 62,6 milhões de cidadãos terminaram o ano de 2018 endividados. Esse dado revela o prejuízo causado pela falta da educação financeira no cotidiano dos indivíduos, visto que, por não saberem gerenciar o benefício do crédito com sabedoria, gastam de maneira descontrolada e se colocam em situação de devedores.

Portanto, com o intuito de mitigar esse problema, o Ministério da Educação deve criar um projeto que inclua a educação financeira como matéria fundamental em todas as escolas, sejam elas públicas ou particulares, do ensino fundamental ao ensino médio; contando com profissionais formados na área da economia e que apliquem no mínimo uma aula por semana. Dessa forma, as crianças, aprenderão a administrar seu dinheiro, formando assim uma sociedade consciente e com menos pessoas endividadas.