A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/10/2021
A série de obras “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nessa lógica, pode ser compreendido como uma descrição metafórica do que ocorre na sociedade brasileira quando o número de pessoas endividadas no país vem à tona, pois é algo exorbitante, e isso mostra a importância a educação financeira na vida do cidadão. Isso ocorre, seja pela falta de interesse da popuação em ter esse aprendizado, seja pela negligência do governo ao deixar de abordar essa questão no ensino.
Em princípio, é válido destacar que o desinteresse da população em educação financeira é algo a ser pontuado. Nesse contexto, o educador financeiro e investidor, Thiago Nigro, diz que a burrice do Brasil é planejada, pois no ensino básico há a falsa sensação de aprendizado com informações irrelevantes para a vida do indivíduo. Dessa forma, crianças e adolescentes não buscam aprender sobre finanças ou conteúdos que irão, de fato, fazer a diferença em suas necessidades da vida adulta.
Outrossim, é importante salientar que o descuido do governo em relação à esse ensino é algo que tem consequências. À luz dessa perspectiva, o filósofo iluminista John Locke desenvolveu o conceito de Contrato Social, em que o Estado é responsável pelo bem-estar coletivo. Entretanto, a falta de educação financeira nas escolas gera um resultado negativo para a população quando esta chega em sua fase adulta, pois não há a falta de conhecimento de finanças e tem como efeito dívidas pendentes.
Fica evidente, portanto, que, diante dos desafios supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Educação reconhecer a indispensabilidde de mudanças na base do ensino brasileiro. Essa aplicação deve ser feita por meio de modificações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), tendo como necessário o aprendizado financeiro nas escolas, a fim de mitigar as dívidas dos cidadãos.