A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/09/2021

A trajetória do primeiro reinado, em 1822 há 1831, é marcado por vários problemas econômicos no “Brasil Imperial”, comandado pelo imperador Dom Pedro I. Diante dessa perspectiva, na contemporaneidade, esse contexto está presente de forma ampla no país, haja vista que a sociedade brasileira vivencia a escassez da educação financeira em muitos âmbitos. Esse cenário negativo se deve, essencialmente, pela falta de ensino qualificado sobre o assunto e a ausência de políticas públicas direcionadas para solucionar os impasses previstos nesse departamento.

Em virtude dos fatos mencionados, a princípio é relevante ressaltar que a falta de instrução financeira colabora para o retrocesso da população. Para compreender essa lógica, o filósofo Immanuel Kant afirma que o homem é aquilo que a educação faz dele, ou seja, o conhecimento é crucial para a transformação social. Nesse sentido, nota-se que o ensino modifica hábitos inadequados, como ausência de planejamento monetário e o excesso de dívidas. Por conseguinte, a situação mencionada se repete constantemente, visto que os cidadãos não buscam aprender como aplicar seu dinheiro e gerenciar suas finanças. Dessa forma, o ciclo do alto endividamento permanece nos lares brasileiros.

Sob essa perspectiva, é imperativo pontuar que a insuficiência de políticas públicas corrobora para o avanço dos problemas econômicos. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 garante o sistema financeiro estruturado para propiciar um desenvolvimento equilibrado. Dessa maneira, na prática, os direitos constitucionais não acontece, pois o ensino qualificado a respeito da educação monetária não existe nas escolas e na esfera coletiva. Destarte, a negligência do governo proporciona impasses para resolver os dilemas da sociedade, pelo fato de ignorar as necessidades das classes baixas vivenciadas por indivíduos que enfrentam as desigualdades sociais no país.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para diminuir os impactos da desinformação. Posto isto, cabe ao Ministério da Economia, em parceria, com o Ministério da Educação lançar um projeto social, ao legitimar na grade curricular a educação financeira, voltada na aprendizagem dos alunos a respeito do tema proposto, na busca de amenizar os aspectos retrogrados da escassez de conhecimento, por meio de palestras e contratação de professores qualificados para atender as necessidades dos estudantes e comunidades carentes, no intuito de promover desenvolvimento monetário e bem-estar coletivo. Ademais, é preciso que o governo federal coloque em rigor a Constituição ao criar um programa de educação financeira para empresas e indivíduos que idealizam crescer economicamente, ao visar comprometimento e crescimento intelectual para gerar independência financeira.Sendo assim, os problemas ocorridos no Brasil Imperial não poderá se repetir.