A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/09/2021

“Tudo quanto vive, vive porque muda, muda porque passa.” Os versos do poeta Fernando Pessoa evidenciam a essencialidade das mudanças que permeiam a existência humana. Nesse sentido, a fim de promover essas transformações em muitas pessoas, surge a importância da educação financeira, para promover a recuperação econômica do país e para fomentar o desenvolvimento de habilidades pessoais do cidadão no âmbito financeiro. São prementes, pois, meios de incentivo a essa atividade, em nome da economia brasileira.

De início, é lícito pontuar que esse tipo de ensino é importante para estimular o processo de resgate econômico. Nesse contexto, o psicanalista Antonio Quinet, em seu livro “Um olhar a mais”, defende que a sociedade contemporânea é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, um olhar promissor sobre a educação em finanças pode promover mudanças na vida de muitos indivíduos. Nesse viés, esse tipo de ensino tende a criar uma nova geração de empreendedores, uma vez que, o conhecimento em relação ao cenário atual e ao controle de gastos, é capaz de suscitar a evolução dessa área, por meio de novas pesquisas e descobertas, o que pode reduzir a inadimplência da população. Assim, é inegável a relevância da educação financeira para a superação das crises do Brasil, já que pode minimizar os abismos sociais a partir da recuperação econômica-social.

Outrossim, o desenvolvimento de habilidades está diretamente atrelado à questão discutida. Sob esse prisma, em sua teoria da Tábula Rasa, o filósofo John Locke afirma que o ser humano é um papel em branco a ser preenchido por suas experiências ao longo da vida. Analogamente muitos sujeitos podem ser “preenchidos” por aptidões advindas do aprendizado sobre gestão de ativos. Isso porque essas aulas permitem o desenvolvimento, desde a infância, de noções básicas da vida no mercado financeiro, o que possibilita a adoção do hábito de cuidar e de organizar o próprio dinheiro, ao facilitar o seu gerenciamento. Posto isso, em razão das aptidões desenvolvidas, o ensino voltado à administração financeira emerge como uma espécie de chave mestra capaz de abrir portas para a conscientização de muitos cidadãos em relação à organização e à gestão de gastos e de investimentos frente à crise.

Infere-se, portanto, que a educação financeira é importante para a economia e para a consciência em relação aos gastos. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas de incentivo, mediante propagandas e aulas sobre os efeitos desse ensino, como a mudança na postura financeira e registros da evolução do comportamento das novas gerações, mais conhecedoras sobre finanças, com o fito de fomentar essa prática e de criar esse hábito para facilitar o planejamento de vida. Destarte, muitos cidadãos poderão sofrer as transformações positivas consagradas por Fernando Pessoa.