A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/09/2021

A Constituição de 1988 — norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – estabelece, em seu artigo 205, que a educação é um dever do Estado e da família para o desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Embora tal prerrogativa assegure o ensino a todos, o cidadão precisa ser instruído na importância da educação financeira para a transformação do seu cenário hodierno. Logo, para isso, é imprescindível analisar a desigualdade econômica que acompanha os brasileiros para garantir, de fato, um ensino financeiro eficaz.

Em primeiro plano, a disparidade econômica é uma herança colonial e um fator primordial  para estimular a intrução financeira no país. A esse respeito, a formação socioeconômica do país foi profundamente influenciada por uma estrutura colonial hierárquica, centralizada e discriminatória. Com efeito, substancial parcela da população vivia em condições precárias de trabalho e sem ter o direito à educação. Consequentemente, a sociedade foi estruturada de forma marginalizada e carente de conhecimento e de educação financeira.

Em detrimento dessa questão, a instrução econômica possibilita a efetiva liberdade para a vida dos cidadãos. Nesse sentido, para Paulo Freire — patrono da educação brasileira — é importante que a escola abandone a metodologia passiva a fim de desenvolver o pensamento crítico do aluno e sua interação com o conhecimento. Sob esse viés, o ensino financeiro torna-se instrumento transformador de comportamentos, haja vista que o indivíduo entende e aplica o conhecimento de forma ativa na sua vida, como defendido pelo educador. Assim, a construção do saber monetário pode-se estender para a família e para o corpo social.

Portanto, para estruturar a importância do ensino financeiro no Brasil são necessárias medidas operantes. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto às escolas devem promover a capacitação de professores para a educação financeira, por meio de cursos e congressos objetivando uma aprendizagem estruturada para incorporar esse conhecimento na vida dos estudantes. Assim, será possível transformar um histórico excludente em uma realidade que assegure uma educação monetária eficaz para todos.