A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/09/2021
Na série Round 6, um grupo de sul-coreanos endividados se submete a um jogo de convivência mortal em que apenas uma pessoa sobreviverá e ganhará um prêmio milionário. Fora da ficção, e num contexto menos cruel e angustiante, evidencia-se, atualmente no Brasil, que a falta de educação financeira compromete a qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, a desinformação econômica precisa ser superada a fim de conter o quadro crescente de endividamento das famílias brasileiras.
Primordialmente, vale destacar que, segundo a pesquisa do SPC, cerca de 96% dos usuários de cartão de crédito desconhecem as taxas de juros cobradas pelos bancos. Nesse viés, é válido salientar a importância desse instrumento para boa parte dos brasileiros, que utilizam-o para compra de alimentos, remédios e outros produtos emergenciais. Entretanto, é preciso ser de conhecimento de todos os clientes creditistas que a média de taxa de juros anual, cobrada no país, segundo a mesma pesquisa do SPC, é uma das maiores do mundo. Esse cenário demonstra a importância de não utilizá-lo com frequência e para compra de produtos dispensáveis. Dessa forma, fica claro que o domínio de conhecimentos básicos da economia brasileira é fundamental para evitar prejuízos no futuro.
Ademais, enquanto a situação de desinformação não é superada , é preciso salientar o grande número de endividados no Brasil. Sob essa ótica, o filme “À Procura da Felicidade” mostra a história de um pai solteiro que ,em meio às dívidas, consegue transformar sua vida a partir de um estágio não remunerado numa corretora de ações. O filme é um exemplo de alguém que conseguiu superar o endividamento através de seu próprio esforço. No entanto, é uma exceção, uma vez que num contexto brasileiro de desemprego e baixa atividade econômica, a ação individualista tem pouco efeito na superação dessa situação. Desse modo, sem as ações preventiva e paleativa, respectivamente, da educação financeira e da ação do Estado na ajuda dessas pessoas, nada se alterará.
Portanto, ressalta-se a urgência de agir a favor do ensino financeiro e na ajuda àqueles que não tiveram a oportunidade de tê-lo. Para isso, o Ministério da Educação deve incentivar campanhas nas escolas que incentivem a discussão desses assuntos, especialmente nas aulas de Matemática, através de especializações gratuitas do professores. Além disso, o Ministério da Economia deve realizar refinaciamentos para facilitar o pagamento das dívidas daqueles que se encontram com o “nome sujo”. Assim, a situação financeira das famílias brasileiras, em alguns anos, estará estabilizada, influenciando positivamento na esconomia do país.