A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/11/2021
A serie sul-coreana Round 6, retrata centenas de pessoas passando por dificuldades financeiras que aceitam um convite para um jogo de sobrevivência por um prêmio milionário. Fora da ficção, é fato que a falta de educação financeira é empecilho econômico e social, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, a fim de atenuar os males dessa problemática, é necessário analisar a base educacional lacunar e formação familiar da vida do cidadão.
Dessa forma, em primeira análise vale ressaltar a ausência das finanças na grade curricular de ensino. De acordo com o filosofo Augusto Cury, vivemos numa sociedade consumista, numa sociedade de desejos, e não de projetos existenciais. A máxima do intelectual retrata a realidade, fato que se mostra na economia do país. Desse modo, a falta de gestão e organização financeira faz com que o brasileiro veja o dinheiro como um problema, muitas vezes não entendendo como seu salário vai embora tão rápido no mês ou o funcionamento de cartões. Assim, a admissão dessa área na programação escolar se torna imprescindível, porem a falta de ação governamental resulta em um sociedade com dividas e psicologicamente devastada.
Além disso, a família não deve delegar a sua função a escola e sim protagonizar a educação dos filhos. Conforme Jean Piaget, psicólogo suíço, a família, assim com a escola, tem o papel fundamental no processo cognitivo das crianças. Assim, mesadas e compensações por tarefas domésticas ajudam as crianças a entenderem o valor do dinheiro. Dessa maneira, o entendimento do dinheiro como um problema é um reflexo dos pais sobre a criança, ou seja, pensamentos consumistas e sem entendimento financeiro acabam se repassando por gerações. Enquanto, o núcleo parental continuar omisso, será difícil a educação financeira na juventude.
Portanto, é evidente que cabe de se tratar de uma educação; um ensinamento que deve se iniciar desde a juventude para um cidadão com consciência econômica. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação e Economia invistam em uma grade curricular de ensino com financias, por meio inicialmente de aulas dadas no primeiro ano de ensino médio sobre a importância da saúde econômica individual. Ademais, financiar a primeira infância com jogos educativos - monopólio, banco imobiliário, etc - que mostram a movimentação, aquisição e perda de dinheiro. Com essas medidas, poder-se-á afastar da realidade tratada em Round 6.