A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/10/2021

O Artigo 5º  da Constituição Federal Brasileira decreta que todos os indivíduos devem ter acesso à educação. No entanto, a utopia constitucional é evidenciada nos obstáculos enfrentados pela nova  modalidade de ensino  financeiro no Brasil. Nesse sentido, problemas como a falta de capacitação dos professores nas escolas e a desigualdade quanto ao acesso educacional representam barreiras para a ascensão do pensamento financeiro nacional como realidade atingível.

Em primeiro lugar, a ausência de preparo dos professores nas escolas representa um empecilho para a concretização da educação financeira. Dessa maneira, pode-se citar a obra Cidadão de Papel, escrita pelo escritor Gilberto Dimenstein, a qual descreve a garantia de direitos sociais como um contexto apenas teórico. Logo, a personificação da obra na contemporaneidade brasileira é observada na dificuldade quanto ao acesso educacional de finanças a partir do despreparo da maioria dos profissionais de ensino. Dessa forma, contribui-se para uma elevação do número de endividados no país.

Além disso, a exlusividade quanto à disponibilização da educação financial potencializa o processo de segregação educacional. Do mesmo modo, evidencia-se a realidade retratada na distopia Admirável Mundo Novo, a qual aborda o processo de estratificação da sociedade, determinante para a garantia de determinados recursos sociais. Assim, a cristalização da ficção no contexto brasileiro ocorre a partir do acesso restrito do ensino financeiro às camadas populacionais mais privilegiadas, as quais possuem condições de adquirir cursos de alto valor para a garantia desse conhecimento. A partir disso, os menos abastados sofrem a consequência da própria condição social a qual se encontra, motivada pela falta de informação acerca do manuseio do dinheiro no cotidiano.

Portanto, para que o o mecanismo educacional financeiro se materialize no panorama social brasileiro são importantes medidas interventivas. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais da Economia, deve atuar na especialização dos professores quanto às finanças, os quais serão orientados por meio de conteúdos profissionalizantes de, permitindo, assim, uma melhor gestão desse recursos. Assim como, o mesmo ministério deve investir na implantação do ensino monetário de forma estruturada em todas as escolas, dando maior ênfase às públicas, a partir de aulas didáticas e dinâmicas, as quais facilitarão a compreensão do  assunto e garantirão um acesso mais igualitário para a gerações vindouras.