A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/11/2021
No episódio “O que o dinheiro pode comprar?” da série tailandesa “Garota de Fora”, um grupo de adolescentes utilizam o capital de maneira irregular, com o pensamento de que ele é ilimitado. Embora seja uma obra cinematográfica, o seriado se aproxima do cenário brasileiro, visto que a importância da educação financeira na vida do cidadão não é colocada em pauta no âmbito social. Logo, observa-se que esta problemática é decorrente tanto do silenciamento da comunidade verde-amarela acerca da temática, quanto da ausência de uma lacuna educacional na base coletiva.
Primeiramente, é notório que ao silenciar a temática, não há debate para compreendê-la. De acordo com o filósofo Habermas e sua teoria da ação comunicativa, o debate ( em sua tese o diálogo) é uma das ferramentas para alcançar o conhecimento sobre algo.Nesse sentido, a sociedade contemporânea não possui limites para suas despesas em sobra, já que não possuem entendimento em como regulá-la, o que confirma, nos dados apontados pelo G1, cujas estatísticas relatam que 76% da população não sabe estabelecer o consumo consciente, o que significa, que a educação financeira é segregada nos quesitos sociais.
Outrossim, a ausência de uma base educacional, é outro obstáculo para a solucionar o problema. Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Entretanto, o pensamento do filósofo não se concretiza ao analisar o panorama apresentado, dado que, se o consumismo em excesso e os plausíveis endividamentos são gerados pela minimização da relevância da educação financeira nas lacunas sociais, significa que o tecido educacional está fragilizado, já que conforme o site da Escola da Inteligência, a instituição educacional é a principal ferramenta para resolver quesitos sociais.
Portanto, para promover a importância da educação financeira na vida do cidadão no Brasil, é cabível que as mídias digitais e televisivas propaguem, por meio de seus veículos de comunicação, campanhas explicativas sobre como ter um consumo consciente; do mesmo modo, as instituições, públicas e privadas, podem propor em seu ambiente acadêmico, palestras e aulas técnicas sobre o tópico, auxiliando no combate ao endividamento e organização monetária no corpo da sociedade, para que a população compreenda e esteja informada sobre o assunto, a fim de promover a conscientização. Quem sabe assim, haverá uma mudança na esfera social brasileira.