A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2021
Na série Round 6, pessoas endividadas participam de alguns jogos, nos quais o eliminados são mortos e, o ganhador sai com com a possibilidade de ganhar dinheiro suficiente para quitar seus problemas. Apesar de se tratar de uma ficção radical, a ideia se submeter a desafios ilusórios, com a finalidade de abater as dívidas, permeia o imaginário do brasileiro. Isso porque, a importância da educação financeira não está consolidada na vida do cidadão, o qual, por falta de conhecimento, permite que as dívidas cerquem o seu cotidiano, algo que reflete até no cenário econômico nacional.
Em primeiro plano, voltando à série, o personagem ganhador do prêmio, por não saber lidar racionalmente com o dinheiro, repete os mesmos equívocos, se endividando mais ainda. Da mesma forma, brasileiros, por não terem educação financeira, entram em um ciclo difícil de sair: quanto mais gastos, mais dívidas, as quais a cada mês se tornam maiores e menos prováveis de serem pagas. Reflexo desse cenário são os números divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito- SPC-, 41% da população adulta do Brasil terminou o ano de 2018 com o nome sujo. Em outras palavras, sem a educação financeira, o indivíduo endividado se vê cercado, sendo a única saída aparente, mais dívidas, afinal o dinheiro ganho por ele sempre será insuficiente para abater as antigas.
Ademais, tal ciclo vicioso não prejudica apenas os 41%, mas sim a economia como um todo: para que ela se aqueça, a população deve gastar, para isso, tem que ter dinheiro, o qual está sendo destinado a limpar o nome do indivíduo. Desse modo, com a não consolidação da educação financeira na vida do cidadão, o país como um todo fica no prejuízo: ao invés da família fazer uma viagem nacional, fomentando a economia do estado que os receberia, o salário resfria a economia, voltando em forma do pagamento de juros- retorno que não é favorável ao crescimento econômico, como o passeio seria, segundo o funcionamento do sistema. Em suma, sem o conhecimento, fruto da não importância que a educação financeira tem na vida do cidadão, o ciclo do endividamento afeta até a economia nacional, sendo assim, um assunto que deve ser tratado com urgência.
Portanto, é evidente que tal cenário deve mudar. Para isso, o Ministério da Educação, órgão que gerencia assuntos de cunho educativo no país, deve criar um programa, por meio da parceria com o SPC, que busca os 41% e oferece aulas gestão, organização e gasto consciente do dinheiro, com a finalidade de quebrar o ciclo vicioso que está instaurado na sociedade.