A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/10/2021
No filme nacional “Até que a Sorte nos Separe” é retratado a história de uma família que, pouco tempo após ganhar na loteria, entra na falência por causa da má administração do dinheiro. Fora da ficção, no Brasil hodierno, esse cenário é similar, pois muitos indivíduos estão endividados pela falta de controle sobre os seus gastos, o que demonstra a importância da implementação da educação financeira. Nesse sentido, alguns fatores colaboram no aprofundamento da problemática, tais como: o consumismo e a negligência Estatal.
Em primeira análise, o consumo exacerbado, decorrente do sistema capitalista, auxilia a perpetuação do exposto. Nessa perspectiva, a música “7 Rings”, da cantora Ariana Grande, representa a mentalidade hiperconsumista presente no Século XXI, bem como o trecho “Eu vejo, eu gosto, eu quero, eu tenho” afirma a necessidade de comprar de forma desordenada presente no imaginário da sociedade atual. Dessa forma, essa prática de adquirir itens sem a real necessidade contribui para o aumento das despesas e, consequentemente, instiga a criação de dívidas, o que acaba por perpetuar a temática. Ademais, o descaso governamental no âmbito financeiro corrobora na intensificação do problema. Nessa óptica, segundo o filósofo contratualista John Locke, o Estado deve garantir direitos essenciais para todos os todos os cidadãos, como a educação. Contudo, quando se observa a falta de investimentos do Poder Público na efetivação do ensino monetário na população brasileira, nota-se que essa ineficácia vai de encontro aos ideais de Locke. Desse modo, a sociedade não tem uma boa gestão e seguridade financeira. A exemplo disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% da população brasileira não sabe como administrar as suas finanças e, por isso, formam défices exorbitantes. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Em suma, medidas devem ser tomadas para reverter esse quadro trágico. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com a mídia, deve criar um programa de educação financeira, por meio das grades escolares e programas televisivos - ministrados por especialistas na área de economia -, a fim de diminuir o percentual do gerenciamento financeiro irregular da população e, consequentemente, reduzir os débitos da população brasileira. Destarte, casos como o da obra cinematográfica “Até que a Sorte nos Separe” ficariam apenas na ficção.