A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/10/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, a importância da educação financeira é necessária visto os entraves que a população brasileira vivência. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: lacuna educacional e compensação nas compras.
Em primeiro plano, evidencia-se a lacuna educacional como agravante no revés. Sob essa ótica, o filósofo inglês, John Locke, dissera que o homem nasce como uma ‘‘folha em branco’’. Nesse sentido, pode-se analisar que a falta de ensinamentos prévios sobre as finanças, acaba por inferir que gerações passem conhecimentos errados a respeito da saúde financeira. Então, gera-se um ciclo de desinformação e hábitos negativos sobre a administração financeira, que ocasiona na maior parte dos casos, em endividamentos generalizados. Assim, esse ciclo fulmina numa ‘‘bola de neve’’ que deteriora a vida do cidadão, quando o mesmo não possuí condição de usufruir dos ganhos de seu trabalho. Portanto, infelizmente, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, os milhões com nomes negativos irão aumentar.
Ademais, é notório a compensação nas compras como um coadjuvante na questão. Desse modo, atualmente no Brasil, 59 milhões de pessoas estão inadimplentes de acordo com o SPC Brasil, isso reflete uma cultura consumista usa o crédito para meio de consumo, mesmo não podendo pagar. Destarte, pessoas passam grande parte de suas vidas no trabalho, e ao encontrarem os meios tecnológicos, atual símbolo de status, com preços exuberantes, acabam caindo no uso inapropriado do crédito, aliados com essa cultura ininterrupta, o ciclo de deterioração das vidas irá continuar. Portanto, é ilógico, que uma nação que utiliza os ditos do positivismo em sua bandeira, continue com hábitos destrutivos.
Depreende-se, indubitavelmente, a adoção de medidas que venham a ampliar a educação financeira na vida do cidadão. Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Educação, implementar no currículo básico escolar a matéria obrigatória de finanças, com aplicação constante e exemplos próximo as realidades vivenciadas por cada Estado. Outrossim, concomitantemente, aproveitar os espaços educativos para disseminar cartilhas de educação financeira a serem levados para os pais dos alunos, explicando modos práticos de ajustar os entraves e de planejamento futuros. Pois, a fim de que futuramente a sociedade progressivamente possa se desfazer dessa cultura depreciativa e mantenham uma boa relação com a economia do país, desenvolvendo o mesmo. Somente, assim a tese Iluminista poderá se concretizar.