A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2021

O poema de Carlos Drumond de Andrade, “Eu, etiqueta” retrata a forma como as massas são influênciadas constantemente a comprar e utilizar produtos que não fazem parte da da suas necessidade nem de seus interesses, somente pelo fato de estarem “na moda”. Porém, na pós-modernidade, a importância  da educação financeira na vida do cidadão torna-se gradativamente mais necessária, tendo em vista que problemas como o consumismo e o crescimento exacerbado do número de empregos informais , são resultado da ausência de políticas públicas que garantam o ensino da população quanto a forma de organizar suas fontes de renda.

Tendo em vista a conjuntura proposta pela contemporaneidade, o filósofo inglês Thomas Hobbes afirmava em linhas gerais que o homem o enquanto ser cidadão é o único responsável pela própria ruína, tendo em vista que suas ações ecoam e tornam a atingi-lo. Nessa perspectiva, a teoria hobbesiana comprova-se, pois o consumismo exacerbado que atinge a bolha social é reflexo principalmente da ausência do ensino financeiro para a população geral. O consumo descontrolado e irracional é diretamente responsável por gerar consequências destrutivas na estrutura financeira e pessoal dos indivíduos acometidos, tendo em vista que a longo prazo a instabilidade finaceira torna-se inerente a estes.

Ademais, o termo “uberização do trabalho”, que representa a informalização das práticas trabalhista, tornou-se recorrente nos vocabulários e diálogos dos brasileiros, pois a necessidade de adiquirir uma fonte de renda extra para suprir as necessidades pessoias ocasionou o aumento do indivíduos atuantes em empregos informais. Essa perspectiva, refelete a gradativa necessidade de uma institucionalização do ensino financeiro para a população, pois com a instrução necessária, a população teria maior controle e confiança de como gerir o próprio dinheiro sem necessitar de rendas extras. Essa reaidade livraria a parcela da população que ainda necessita de empregos informais, das péssimas condições de trabalho que estes submentem aos seus contribuintes.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, realize uma série de palestras com professores de economia, instruindo a população  como manejar de forma adequada a própria renda, e além disso introduza na cartilha de conteúdos escolares aulas de educação financeira para o ensino fundamental e médio, para que as consequências da ausência de instrução monetária sejam excluídas da sociedade nessa e nas proximas gerações.