A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2021

Boletos, contas atrasadas, cobranças, SPC, SERASA. Essas são palavras que permeiam o cotidiano de milhares de brasileiros. Dada essa realidade, a educação financeira no Brasil surge como de fundamental importância, visto que corrobora com o desenvolvimento de consumidores mais organizados e conscientes, bem como evita a elevação das taxas de inadimplências, quebrando assim o ciclo estrutural do problema financeiro dos cidadãos brasileiros.

Frente a esse cenário, compreender como o ensino financeiro atua como agente interventor no processo de formação de consciência e organização é de fundamental importância. É certo que a realidade capitalista e consumista no qual o Brasil está inserido, favorece, por vezes, o consumo desenfreado, gerando, posteriormente, endividamentos para grande parte da população brasileira. Nesse sentido, a educação financeira, que deve ser apregoada nas escolas, se torna relevante, já que, se aplicada desde a primeira infância, tem o potencial de mudar um  comportamento geracional, visto que, assim como afirmou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que existe para se mudar o mundo ao passo que transforma mentalidades e apresenta novas oportunidades para se gerir os recursos financeiros e ascender socialmente.

Ademais, a educação financeira, atua na contenção da geração de inadimplências para os brasileiros. Realmente, dentro de um cenário de crise financeira, como o enfrentado pelo Brasil nos últimos anos e de não priorização, por parte do Estado, no incentivo à educação e ao gerenciamento correto do dinheiro, muitos indivíduos perdem seus empregos e para se manter, buscam, inúmeras vezes, alternativas ilegais como o acordo com agiotas adquirem dívidas que não podem ser pagas. Prova disso é a matéria do G1, a qual apresenta que aproximadamente 70% das famílias brasileiras encontram-se endividadas no ano de 2021. Uma triste realidade que poderia ser evitada com o incentivo precoce da educação financeira nas escolas do país.

Faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de se incentivar o ensino econômico para que se desfrute dos benefícios da mesma. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, cobrar aulas mais enfáticas e práticas que abordem o gerenciamento do dinheiro através das aulas de Projeto de Vida. Ademais, cabe ao Ministério da Economia, em conjunto com o SERASA, oferecer cursos conscientizantes com a presença de especialistas, aos familiares dos alunos, bem como oferecer possibilidades de quitação das dividas, para que assim, o ciclo de boletos, dívidas, cobranças e nome negativado seja rompido e fique no passado.