A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2021

“Escola de Atenas” pintura do renascentista Rafael Sanzio retrata o ambiente harmônico proporcionado  o conhecimento. Na obra é possível identificar que mesmo existindo divergências sobre as ideias todos valorizam o crescimento individual por meio do saber. Ao transcender a Arte, evidencia-se que a educação continua sendo o pilar para o desenvolvimento do indivíduo, principalmente, o ensino sobre finanças. A partir desse contexto é fundamental discurtir a relevância do saber financeiro, bem como o principal entrave que impede o acesso dos cidadãos a tal conhecimento.

Com efeito, nota-se que a educação financeira atenua a visão, historicamente, colonial da economia da Nação. Isso ocorre, sem dúvida, porque -ao tomar como base os estudos da economista Maria da Conceição Tavares-  o modelo de desenvolvimento do Brasil é voltado para o exterior, sendo, então, priorizado o setor primário-exportar. Nesse viés, ressalta-se que o conhecimento sobre finanças permite que os indivíduos exijam dos governantes que as exportações não sejam as únicas responsáveis pelo crescimento econômico, já que os países “periféricos”, como a Nação Verde-Amarela, precisa focar no mercado interno e investir na qualificação da mão de obra (por meio do ensino educacional de qualidade) e importanção de tecnologia. Logo, percebe-se que para modernizar o País e, consequentemente, melhorar a economia é preciso priorizar o setor educacional.

Ademais, constata-se que o processo educacional falho contribui para permanência da desigualdade social. Tal questão acontece, pois a educação brasileira foi, por muito tempo, voltada para “cidadania do operário”, isto é, cidadão mão de obra. Sob essa óptica, destaca-se que a falta de ampliação dos investimentos na área da educação inviabiliza o ensino de qualidade das várias áreas do conhecimento, principalmente, financeira, pois é indispensável para enfrentar uma crise econômica. Dessa forma, é evidente que, mesmo sendo a 12º maior economia do globo (dado do FMI), o País mantém um cenário anacrônico, já que, segundo o IBGE, 38 milhões de pessoas são analfabetas funcionais no Brasil o que explica, por exemplo, ser grande produtor de commodities, mas não ser de conhecimento.

Portanto, é necessário propagar o ensino sobre finanças, a fim de promover um processo educacional eficaz e de qualidade, bem como amenizar as desigualdades existentes. Assim, o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, deve tornar acessível o ambiente educacional, nos 5570 municípios. Tal ação será feita por meio da construção de oficinas de estudos públicas, nas quais as turmas serão separadas por faixa etária, com professores da área de Economia para ensinar sobre educação financeira, mediante o financiamento do Fundeb. Afinal, a escola não é apenas de Atenas.