A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/10/2021

No filme “Até que a sorte nos separe”, o personagem principal, Tino, ganha na loteria e por não entender sobre educação financeira, perde todo o dinheiro. Ao trazer para a realidade brasileira, é perceptível que o desconhecimento sobre o assunto prejudica o cotidiano de muitas famílias. Por isso, é importante entender os motivos que levam ao desconhecimento sobre o tema, e como este agregaria na vida das pessoas.

Em primeira análise, é fundamental avaliar por que os brasileiros pecam no controle financeiro. Ao tomar como base, o contexto da industrialização no Brasil, é visível que a chegada repentina de novas tecnologias prejudica a responsabilidade financeira. Tal fato ocorre, já que os novos produtos além de seduzirem o consumidor, chegam de forma rápida e precisam ser vendidos, o que faz a publicidade criar uma necessidade de compra destes, sendo desinteressante para o mercado ensinar a população sobre gestão de recursos. Prova disso, é que segundo o IBGE mais de 60% da população não controla as próprias finanças.

Em segunda análise, é válido discutir como a educação financeira seria benéfica para as pessoas. Em uma situação que boa parte da população não recebe salários altos, se torna evidente a necessidade de uma boa administração das finanças. Isso pois, ao utilizar o dinheiro deliberadamente, é fácil criar dívidas e se torna difícil gastar com planos futuros que fazem parte de desejos pessoais e familiares. Nesse sentido a educação financeira seria importante para todo um contexto que varia entre necessidade e lazer ao ajudar no controle de gastos.

Tendo em vista a situação da educação financeira, urge a importância de ensina-la desde a adolescência. Para isso, é necessário que o MEC coloque na grade curricular a partir do ensino médio uma aula semanal de educação financeira. Tal projeto deve ser aprovado no congresso e executado pelas prefeituras, que devem contratar professores qualificados e incluírem as aulas no cronograma. Somente assim as próximas gerações saberão gerir bem as finanças pessoais, diferentemente de Tino.