A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/10/2021

O artigo 6 da Constituição Federal garante a todos os indivíduos direitos como: lazer, segurança e saúde. Não obstante, tais direitos básicos tornam-se inalcançáveis, em muitos casos, pela falta de consciência financeira de muitos cidadãos. Por conseguinte, é de extrema importância a educação financeira nas escolas, visto seu papel no pleno exercício da cidadania e a situação de desigualdade no Brasil.

Diante desse cenário, é importante analisar como a falta de discussões acerca do tema é prejudicial para o exercício de direitos individuais. Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, na sua ‘‘Teoria do Habitus’’, os indivíduos são influenciados em seu conhecimento de mundo e comportamentos. Assim sendo, a ausência de educação financeira nas escolas - como forma de debater sobre a forma de administração correta das próprias finanças - conserva essa padronização indevida de comportamento ao gerir o próprio dinheiro, perpetuada em outras esferas, como dentro do ceio familiar. Dessa forma, a ausência de debates sobre o tema mantém a problemática.

Ademais, a atual situação de desigualdade econômica brasileira acentua a importância do conhecimento sobre finanças. De acordo com dados do IBGE de 2020, 30% da população sobrevive com até um salário mínimo. Diante desse dado, o debate sobre educação financeira na escola se mostra ainda mais necessário, tendo em vista a quantidade de famílias em situação de vulnerabilidade no Brasil, sendo uma alternativa para que as mesmas consigam admistrar o seu baixo salário, tornando o Brasil menos desigual socialmente. Logo, é inadmissível a passividade do Estado, tendo em vista a concentração de renda no país.

Destarte, a educação financeira é imprescíndivel para a qualidade de vida da população e como forma de contornar a desigualde econômica vigente. Assim sendo, é dever do Ministério da Educação, por meio do finaciamento de escolas municipais, a implementação nas grades curriculares, discussões sobre a admistração do próprio salário, com especialistas na área, a fim de conscientar a população sobre a forma correta de utilizar seu próprio dinheiro. Dessa forma, os direitos constitucionais serão mais acessíveis a todos.