A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/10/2021
Em 1929, os Estados Unidos viveram uma das mais graves crises da história: a Grande Depressão, que obrigou os norte-americanos a desenvolverem consciência no manejo do dinheiro. Entretanto, a população brasileira está distante de construir a educação financeira imposta pela Quebra da Bolsa, seja pela extrema pobreza que assola o Brasil, seja pela defasagem do sistema educacional.
Diante desse cenário, a formação do Brasil foi marcada por uma colônia de exploração, que, desde o século XVI, promove desigualdade de renda e miséria. Nesse sentido, o brasileiro se acostumou a conviver com a escassez de recursos, e o planejamento financeiro não é a prioridade em uma nação marcada pela exploração colonial, que ainda se perpetua de forma negativa. Assim, a inabilidade em lidar com o dinheiro prejudica o cidadão e decorre da histórica cultura de pobreza, na medida em que é inviável ter planejamento financeiro quando não há o que se administrar.
Ademais, o modelo de escola que ainda está vigente no Brasil baseia-se no modelo da Revolução Industrial inglesa do século XVIII, que impõe a uniformização do comportamento para se chegar à submissão do indivíduo. Essa subserviência se manifesta desta forma no Brasil: os jovens não são estimulados a terem sucesso financeiro, mas sim a dependerem dos seus empregadores. Antes, a educação financeira daria a possibilidade dos indivíduos emergirem socialmente e de exigirem melhores condições de emprego e de vida, o que no Brasil não era — e ainda não é — o interesse das classes dominantes.
Os desafios da educação financeira, portanto, devem ser assumidos pelos cidadãos e pela escola. Esta deve problematizar a histórica cultura de pobreza, que permanece enraizada na sociedade, por meio de eventos pedagógicos, como aulas e palestras, capazes de mostrar a necessidade de organizar os gastos, sobretudo em tempos de crise. Essa iniciativa teria a finalidade de motivar homens e mulheres, desde a infância e juventude, a aprender a administrar o dinheiro, de modo que a Grande Depressão permaneça apenas na história.