A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/10/2021

A partir da análise cronológica da história, percebe-se a predominância de sociedades restritas acerca do conhecimento financeiro. Na Idade média, de modo geral, a responsabilidade de gerenciar as finanças e investimentos era dos homens nobres e senhores feudais. Enquanto isso, mulheres e crianças eram negligenciados e não possuíam acesso à essa função. Entretanto, com o avanço das revoluções industriais e sociais, a educação financeira tornou-se mais atingível e teve sua importância disseminada, visto que a inserção da educação monetária no cotidiano de jovens e crianças apresentou relevância, além de gerar uma sociedade mais responsável e organizada financeiramente.

De acordo com estudos da Psicologia e Medicina, sabe-se que a introdução de conhecimentos no período entre a primeira infância, de 0 à 6 anos, até a adolescência, 10 à 19 anos, atinge excelentes resultados. Isso, porque a plasticidade neural dos indivíduos dessa faixa etária é altamente desenvolvida e permite a assimilação acelerada e eficaz. Assim sendo, é evidente que inserir o ensino quanto ao gerenciamento, investimentos e valorização das finanças nas escolas de educação básica é extremamente pertinente, dado que o ambiente escolar gera aprendizado em longo prazo e permite a chegada de jovens à fase adulta com consciência financeira.

Ademais, é de conhecimento geral que os jovens  brasileiros demonstram interesse por conhecimentos financeiros há pouco tempo. Na obra literária Quincas Borba, de Graciliano Ramos, o personagem Rubião torna-se herdeiro de uma fortuna, entretanto,  sem o gerenciamento adequado do dinheiro, perdeu rapidamente sua reserva monetária. Analogamente à obra, muitos jovens e adultos não possuem a habilidade de administrar corretamente seus ganhos, despesas e investimentos, como mostra o estudo feito pela OCDE, que classifica os jovens brasileiros como pouco informados no que diz respeito à finanças. Dessa forma, entende-se que o ensino introdutório antes da fase adulta gera uma sociedade responsável e organizada financeiramente.

Em suma, portanto, é indubitável que a educação financeira é excepcionalmente influente na vida do cidadão. Desse modo, faz-se necessário a implantação do ensino monetário em escolas de educação básica, por meio de didáticas lúdicas e atrativas, organizado por agentes desse contexto, como o Governo, Ministério da Educação e economistas, a fim de tornar esse conhecimento mais acessível e interessante para os adolescentes. Outrossim, é de resposabilidade do grupo familiar inserir todos os integrantes da casa no momento de organização das finanças a fim de evitar que situações semelhantes à do personagem Rubião aconteçam com os cidadãos atualmente.