A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/10/2021
Em 1929, os EUA sofreram a maior crise financeira de sua história: a Grande Depressão. No entanto, apesar de todos os aspectos negativos, esse cenário obrigou os norte-americanos à se educarem financeiramente desde a infância. Infortunamente, esse fato não é vigente no Brasil, até o atual momento. Sendo assim, a educação financeira se faz necessária, à fim de evitar o endividamento da população, bem como oportunizar melhores condições de vida.
Desse modo, é válido ressaltar que aproximadamente metade dos adultos brasileiros se encontram com suas contas negativadas, como apontam dados do SPC. Tal fato se dá pela falta de educação financeira da população, seja por falta de conhecimento prévio ou principalmente, pelo fato desse conteúdo não ser lecionados nas escolas ao longo do país. Outrossim, o modelo educacional se encontra ultrapassado e não induz o aluno a relacionar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com sua vida pessoal. Tampouco, esse sistema agrega ao estudante ensinamentos de cunho social como educação sexual e a própria educação no âmbito das finanças.
Ademais, é notório observar que uma boa saúde monetária propcia melhores condições de vida ao cidadão. Isso se dá, porque além do indivíduo aprender a economizar e gastar seu dinheiro de forma consciente, a educação financeira possibilita que ele consiga outras maneiras de aumentar sua renda. Sendo assim, com o direcionamento de gastos eficientes, bem como o aumento de receitas oriundos de investimentos - conhecimento este, propciado pela educação - o cidadão obteria melhores condições de vida.
Portanto, a educação financeira se dá como algo extremamente importante para o brasileiro, visto que metade dos adultos tornam-se inadimplentes. Para tanto, o Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve ampliar os meios de educar a população financeiramente, disponibilizando uma plataforma com aulas e conteúdos sobre o assunto. Essa atitude visa contemplar todos os brasileiros e não apenas os mais jovens, à fim de que a “grande depressão” seja apenas nos níveis de endividamento e pobreza.