A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2021
De acordo com Thomas Marshall, sociólogo britânico, a cidadania só poderia ser alcançada através da obtenção de direitos básicos como transporte, lazer e educação. Entretanto, analisando o cenário atual, infere-se que esses direitos não estão sendo plenamente garantidos aos cidadãos. Apesar do governo buscar ofertar educação básica, muitas vezes a grade deixa matérias essenciais, como a educação financeira, em segundo plano, aliado a isso o sistema econômico vigente influencia os gastos desenfreados, gerando endividamento e tomada de ações desesperadas dos indivíduos para recuperar o saldo positivo de suas contas. Logo, infere-se que é necessária a tomada de medidas para ampliar oferta de educação financeira a todos os brasileiros.
Primordialmente, é correto destacar como a atenção tardia dada a educação financeira prejudicou a nação brasileira. A série ‘‘Round 6’’ aborda às dificuldades enfrentadas por inadimplentes, os personagens aceitam participar de um jogo que poderia ser fatal, visto que já não tinham nada a perder. Analogamente a esse cenário se encontram milhares de brasileiros, a falta de organização econômica faz com que muitos gastem mais que a renda fixa e não invistam o dinheiro assertivamente, assim, essa parcela da população não tem oportunidades de ascender socialmente devido à falta de capital monetário.
Ademais, vale enfatizar como o sistema político-econômico influencia na fetichização da mercadoria e no endividamento dos cidadãos. Após o declínio do feudalismo, no século XIII, o modelo capitalista entrou em cena, tal regime visa o lucro, a acumulação de riquezas e se baseia na propriedade privada dos meios de produção. Esse formato de mercado é favorável aos patrões, mas o proletariado é explorado como força de trabalho e manipulado para aplicar seu capital financeiro em mercadorias superestimadas e inúteis. Além disso, às instituições bancárias - também visando o superavit orçamentário oferecem empréstimos a estes empregados, que contraem dívidas pelos juros compostos - que incidem sobre o montante, prolongando ainda mais o débito desses indivíduos.
Diante dos fatos supracitados, com a finalidade de mitigar problemáticas acerca da falta de planejamento financeiro, o governo federal e a BNCC - Base Nacional Comum Curricular, órgão responsável por organizar a grade curricular das escolas, devem promover aulas que conscientizem a população. Por meio da criação de uma disciplina voltada para o ensino de educação financeira, na qual será possível elucidar dúvidas acerca do investimento de renda e gerenciamento racional do capital, para então sanar dívidas pendentes. Com a adoção dessas medidas, a população se tornará mais equilibrada em relação às finanças e ao consumo.