A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/11/2021
T. Harv Eker defende que “o hábito de administrar o dinheiro é mais importante do que a quantidade de dinheiro que você tem”. No entanto, não é possível verificar esse hábito na vida do cidadão brasileiro, visto que a sociedade sofre diariamente com endividamentos. Logo, deve-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas do problema: a falta de representatividade e a influência da mentalidade social.
Dessa forma, em primeira análise, a carência representativa é um desafio presente no Brasil, acarretando jovens sem conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro cotidianamente, com grande risco de ficar inadimplentes logo no início da vida adulta. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação financeira melhora a compreensão em relação aos serviços financeiros, se tornando capaz de fazer escolhas de forma bem informada. Assim, é preciso que a representatividade seja vista como algo vital.
Em paralelo, a influência da mentalidade social é um entrave no que tange ao problema. Max Weber defende que a sociedade é guiada através de ações socias, tal perspectiva aponta a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo quanto à importância da presença da educação financeira nas escolas, já que sua influência não se limita ao individual, mas na sociedade como um todo. Logo, urge suscitar a ação desde as bases educacionais para a construção social desejada.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, a grande massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre a necessária valorização do uso adequado das finanças. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes influenciadores digitais para atingir mais pessoas, incluindo, paralelamente, a falta de representatividade de grandes órgãos governamentais. Somente desse modo, será possível acabar com os endividamentos precoces e desenvolver hábitos administrativos adequados sobre o dinheiro, como sugeriu Eker.