A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/10/2021
Na Obra ‘‘Pedagogia do oprimido’’, o filósofo Paulo Freire, defendeu que o papel primordial da educação no processo de conscientizar a população é levá-la ao senso crítico. Nesse contexto, elucida-se a necessidade de maior atenção ao aspecto da importância da educação financeira na vida do cidadão, a qual além de estar suscetível, ao endividamento, também é alvo de negligenciação da educação por parte da sociedade e do estado. Sendo assim, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e da falta de debate. Deve-se pontuar, de início, que a má influência midiática sobre o tema se configura como um grave empecilho no que se diz a respeito à educação financeira na vida do cidadão. Nesse sentido, de acordo com o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência na consolidação do problema. Tal pensamento justifica a importância da educação financeira, pois se as pessoas têm a influência midiática de consumir, elas não terão o seu planejamento financeiro ao longo prazo e a sua chance de endividamento será maior, o que dificulta a resolução do problema. Dessa forma, faz-se essencial desenvolver consciência monetária para que essa barreira seja resolvida. Outrossim, surge a questão da falta de debate o que intensifica a gravidade do estorvo. O Filósofo Foucault defende que na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Com efeito, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da importância da educação financeira na vida de mulheres e homens, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução será impedida. Logo, é evidente a grande importância de discussões voltadas a educação financeira, haja vista que a falta desses debates contribui para a desigualdade no Brasil, isto é, se os indivíduos não tem acesso à educação financeira a sua possibilidade de emergirem socialmente e de exigirem melhores condições de emprego será menor, o que também pode aumentar a tribulação na qualidade de vida dessas pessoas. Portanto, Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço por meio de rodas de conversas e debates sobre o planejamento financeiro no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados e especialista no assunto. Além disso, esses eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas à educação financeira e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resolução.