A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/10/2021

Segundo o filósofo John Locke, o “Contrato Social” disserta acerca do dever do Estado em garantir a harmonia e o bem estar da sociedade. Todavia, na atual sociedade brasileira, há uma inoperância governamental, a qual vai de encontro ao Contrato de Locke, no que se refere ao acesso à educação financeira na vida do cidadão. Diante disso, esse impasse é ocasionado devido à falta de apoio público e a presença de uma educação arcaica.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de incentivo governamental ao incluir educação financeira nas escolas brasileiras. Haja vista que, essa inclusão já teria que ter sido realizada há grande tempo, focada, sobretudo, no ensino fundamental, educando e orientando desde cedo as crianças a respeito da administração consciente do seu próprio dinheiro. Ademais, segundo o economista britânico Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido.

Outrossim, outro fator que impera na sociedade é a prática do ensino tradicional com o principal intuito de aprovar alunos em concursos. Embora faça parte do processo educacional, ela não deve limitar-se somente a isso.

Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 41% da população adulta do país terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado. Logo, tal circunstância é um desacato à ideia positivista de Locke e Lewis.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a prática de educação financeira na sociedade. Dessa maneira, cabe ao ministério da educação, adotar nas instituições: aulas, palestras e até projetos sobre como zelar seu capital, a fim de que os adolescentes aprendam sobre finanças e, futuramente, o número de indivíduos individados no país retroceda. Somente assim, haverá uma sociedade mais antenada e harmônica, e o “Contrato Social” do filósofo John Locke se tornará pérpetuo.