A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2021
“Não são as crises que mudam o mundo, mas sim a reação social diante delas”. Essa afirmação atribuída ao sociólogo Zygmund Bauman, figura como um contraponto à conduta passiva da sociedade diante da importância da educação financeira na vida do cidadão, uma vez que é justamente o comportamento da habitualidade frente a esta necessidade humana que consolida a carência de meios para erradicar essa situação de adversidade. Nesse sentido, é inegável que tal quadro da negligência do Estado, que se mostra omisso no que tange a medidas de solução desse panorama. Desse modo, não só a extrema probreza, como também a falha educacional corrobora essa vicissitude.
Em primeiro plano, a extrema pobreza, dessa maneira, contribui para não importância da educação financeira. Isso acontece, sobretudo, porque a inabilidade de lidar com dinheiro decorre da histórica cultura de pobreza, na medida em é ineviável ter planejamento financeiro quando não há o que administrar. Essa reflexão pode ser confirmada pelo período de exploração colonial, que, desde o século XVI, promove a desigualde de renda e a miséria. Sob esse prisma, o brasileiro acostumou-se a viver com recursos escassos, e o planejamento financeiro não é a prioridade em uma nação marcada pela exploração colonial, que ainda se perpetua de forma negativa. Paralelamente, os brasileiros não conseguem emergir financeiramente veem-se despreparados para lidar com o dinheiro e são incapazes de evitar o endividamento. Logo, ações devem ser tomadas para mitigar tal patologia social.
Além disso, a falabilidade educacional contribui para a não preparação financeira dos cidadãos. Essa situação surge porque o projeto educacional brasileiro, focado na formação de mão de obra para integrar o mercado de trabalho, acaba por marginalizar a preparação do gerenciamento dos recursos financeiros, já que valoriza o contato com atividades conteudistas, teóricas, e não práticas, limitando, então o acesso a educação financeira, mesmo em um abiente civilizador como a educação. Tal fato, pode ser confirmado pelo pensamento de Immanuel Kant, o qual afirma que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, uma vez que não se pode esperar uma sociedade que desfrute do conhecimento financeiro se a ela, nem mesmo mediante a educação, foi dada esta oportunidade.
Mediante ao exposto, torna-se evidente que a falta de conhecimento financeiro tem como origem clara a negligência governamental. Portanto, para solucional este cenário, faz-se necessário que o governo federal atue por meio do Plano de democratização da educação que, a partir do Ministério da Educação, proponha a alteração da Base Nacional Comum Curricular, ao incluir como obrigatoriedade disciplinas voltadas ao ensino de administração do dinheiro aos alunos nas instituições, para que, a educação financeira tenha a devida relevância. Assim, poder-se-à minorar tal problemática.