A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/11/2021
“Os Segredos da Mente Milionária”, de T. Harv Eker, foi um dos livros mais vendidos no Brasil, em 2019. Isso, portanto, demonstra o crescente interesse dos brasileiros pelos assuntos relacionados à educação financeira. Isso, todavia, não omite a negligência atribuída a essa temática pela maior camada da população, que decorre do deficitário ensino brasileiro relativo às finanças e dos hábitos de consumo exacerbados. Logo, há de se transfigurar tal cenário.
A princípio, sabe-se que a educação brasileira não prepara os estudantes, a fim de que eles saibam administrar economicamente suas vidas após concluírem os estudos. Nesse sentido, embora a Base Nacional Comum Curricular tenha incrementado a disciplina Educação Financeira à matriz pedagógica, vê-se nas instituições de ensino a aplicação de temáticas desassociadas da realidade dos estudantes, isto é, valoriza-se somente aquilo que foge do cotidiano daqueles que mais precisam entender a utilidade dos conhecimentos desse cunho. Nasce, então, o desinteresse social por temas referentes a poupar dinheiro, a planejar-se financeiramente para o futuro e afins.
Outrossim, devido a questões culturais, cresce a onda de consumo desenfreado que fomenta ainda mais o descontrole fazendário. Nessa lógica, levando em consideração a canção da banda Mamonas Assassinas “Chopis Centis”, a qual menciona o forte apreço brasileiro por crediários, entende-se a origem histórico-cultural da desvalorização da educação monetária. Assim sendo, observando a crítica da música, nota-se que um dos problemas mais nocivos oriundo dessa desinformação se refere ao ato de comprar muito parceladamente; hábito que vai contra os princípios da educação financeira, pois paga-se a longo prazo por aquilo que já foi comprado e consumido.
Em suma, evidencia-se a necessidade de preparar os cidadãos jovens para que eles construam de modo consciente seus futuros. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio da capacitação dos docentes e dos materiais didáticos, fazer com que as escolas ensinem os estudantes a planejar o futuro a partir do ensino médio, haja vista a melhora dos materiais utilizados que deverão abordar temas tangíveis e, sobretudo, aplicáveis à hodiernidade dos alunos. Dessa forma, notar-se-á o surgimento de pessoas preparadas e capazes de poupar com o fito de obter, de modo a construir mais mentes milionárias.