A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/11/2021

A Constituição federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura o direito à educação como inerente a toda população. Todavia, ao analisar a questão acerca da educação financeira nas escolas brasileiras, percebe-se que a ausência de uma disciplina, voltada à formação de uma consciência financeira no aluno, prejudica a garantia desse direito. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, à presença de uma educação que não prepara o educando para os desafios da vida adulta, gera sérias consequências, como o aumento do número de pessoas endividadas.

Diante desse cenário, faz-se possível relacionar o pensamento do educador Paulo Freire, que em seu livro, Pedagogia do Oprimido, escreve que a educação deve ser prática, ou seja, preparar o indivíduo para as situações impostas pela vida. Nessa perpectiva, nota-se que, no Brasil, o ensinamento de Freire está longe de ser alcançado, uma vez que, na grande maioria das escolas brasileiras, não há uma educação financeira que ensine o aluno a lidar com o dinheiro futuramente. Dessa forma, devido à ausência de uma disciplina que ensine o educando a gerir seu dinheiro, a realizar investimentos e a polpar gastos, observar-se, na população brasileira, o aumento do número de pessoas com problemas financeiros.

Seguindo essa premissa, torna-se imprescindível ressaltar que a ausência de uma educação financeira pode gerar sérias consequências, como o aumento do número de pessoas endividadas. Isso ocorre, em grande parte, devido ao desconhecimento, de parte da população, sobre como deve administrar seus recursos. Sendo assim, realizam gastos demasiados e adquirem empréstimos, o que  gera o endividamento. Assim, é válido citar que, de acordo com os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor(Peic), 72,9% das famílias brasileiras apresentam dívidas, fato que corrobora para a necessidade da implantação de uma educação financeira.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir a educação financeira no ensino brasileiro. Nesse sentido, o Ministério da Educação(MEC), com auxílio das secretarias de educação de todas as cidades brasileiras, deve estabelecer como obrigatório, nas escolas públicas e privadas de todo país, aulas de educação financeira para alunos do ensino fundamental e médio. Devido a isso, o MEC deve destinar recursos para as secretarias, de todos os municípios do Brasil, que devem ser usados na contratação de professores formados em economia que irão lecionar com o objetivo de preparar o aluno para lidar de forma consciente, responsável e eficiente com o seu futuro salário. Dessa maneira, uma educação prática e que prepara o indíviduo para os desafios da vida adulta será presente no ensino brasileiro, como idealizava Paulo Freire.