A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/11/2021
‘‘Ordem e progresso’’, esse é o lema político do positivismo, exposto na bandeira brasileira. No entanto, o vivenciado em território nacional representa uma antítese a essa divisa, uma vez que a falta de educação financeira, problema a ser enfrentado pela sociedade, culmina desordem e retrocesso para o desenvolvimento socioeconômico. Nesse sentido, deve-se analisar como o descaso governamental e a falta de debate na sociedade influenciam a problemática em questão.
Nessa perspectiva, evidencia-se a negligência do poder público como fator determinante para a permanência do impasse. Sob esse viés, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau defende que cabe ao Estado implantar medidas que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, dados divulgados pelo G1 revelam que cerca de 50% dos consumidores brasileiros ficaram com o ‘’nome sujo’’ no ano passado, o que demonstra falta de recursos e até mesmo má gestão do próprio dinheiro em um cenário de crise econômica, denunciando, assim, que o aparato estatal infelizmente não cumpre a sua função social. Desse modo, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Dessarte, faz-se necessária a reformulação dessa postura inoperante de forma urgente.
Outrossim, convém ressaltar que o problema ainda é pouco debatido na sociedade. De acordo com o polímata alemão Johann Goethe, ‘‘Nada no mundo é mais assustador do que a ignorância humana em ação’’. Por esse ângulo, é de extrema importância que o consumidor busque se informar e debater massivamente sobre educação financeira, sobretudo a população mais vulnerável em termos socioeconômicos, de modo a expor a sua importância na vida cotidiana e, principalmente, como lidar com situações nas quais o dinheiro torna-se escasso, a exemplo do Brasil contemporâneo. Faz-se imprescindível, em vista disso, a dissolução dessa conjuntura.
Fica claro, portanto, que o descaso governamental e a falta de debate na sociedade são as principais causas da problemática em questão. Dessa forma, o Governo Federal — instância máxima dos aspectos socioeconômicos da nação —, coeso ao Ministério da Educação deve, com urgência, adotar estratégias paras combater a falta de educação financeira, a fim de conter o agravamento desse problema. Adiante, a ação pode ser feita por meio de palestras em conjunto às instituições educacionais, com o objetivo de informar os prejuízos que esse entrave causa e, assim, inteirar sobre os possíveis caminhos para solucionar essa situação. Como efeito social, o contrato rousseauniano será, enfim, consolidado no cenário nacional.