A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/11/2021

Sob a óptica do filósofo Aristóteles, a educação é um caminho fundamental para a formação da vida pública, à proporção que coopera para o bem-estar da sociedade. Entretanto, na atual conjuntura brasileira, observa-se que o pensamento do filósofo não se concretiza na prática, visto que apesar da educação financeira ser de extrema importância na vida do cidadão, muitos indivíduos não sabem como lidar com suas finanças de maneira econômica e segura. Sob essa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da negligência governamental e da má influência da mídia.

Em primeira instância, o baixo investimento nas escolas para que a educação financeira realmente se insira nas grades curriculares é um fator determinante para a permanência de empecilhos relacionados à temática. Segundo o educador Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar condições de voos ou de alienação. Nesse sentido, as escolas podem ser portas para a formação individual dos alunos, fazendo com que eles viabilizem seus sonhos, traçem planejamentos realistas e aprendem desde cedo a terem gestão sobre o dinheiro e também transmitem seus conhecimentos a seus familiares. Logo, o número de brasileiros endividados seria reduzido de forma gradual e por consequência a crise econômica ficaria controlada.

Outrossim, vale salientar como o meio digital contribui para estagnação desse fato social. O documentário “O Dilema das Redes”, disponível no catálogo da Netflix, revela os impactos das redes sociais na democracia e na humanidade como um todo, visto que ela influencia diversas pessoas ao consumismo exarcebado, visando apenas o seu lucro. Analogamente, a mídia utiliza a cultura consumista como obtenção de poder, através de propagandas, anúncios, realities shows e filmes para fazer com que os cidadãos comprem os produtos somente por vaidade ou status. Em suma, fica evidente que os indivíduos ficam alienados a deixar de estudar mais sobre educação financeira em prol de determinado bem de consumo que eles viram na mídia.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para que a educação financeira esteja mais presente no cotidiano das pessoas. Para tal, urge que o Governo Federal, em parceria com as instituições escolares, promova uma política pública que seja destinada à implementação da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como um tema a ser discutido em todas as matérias, especialmente em matemática, por meio do direcionamento de verbas governamentais, com o intuito de fazer com que os alunos percebam a importância da educação financeira em suas vidas, gastam com mais consciência e aprendam a investir de modo coeso.