A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/11/2021
Em 1929, a quebra da Bolsa de Nova York expôs o caos e angústia de muitos cidadãos norte-americanos que não possuíam hábitos e consciência financeira para sobreviver em um momento de crise econômica. De forma análoga, no contexto brasileiro atual, muitos indivíduos enfrentam impasses diários oriundos da carência da educação financeira. Isso resulta, sobretudo, da falha no sistema educacional dos jovens e na falta de acesso ao conhecimento pelos adultos.
Em primeira instância, é importante abordar sobre a deficiência no sistema educacional das crianças e adolescentes. Conforme prevê a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), desde o ano de 2020 as escolas deveriam inserir a educação financeira no perfil curricular dos alunos a partir do ensino fundamental. Contudo, nota-se que a premissa não é aplicada na prática, pois, muitas vezes tal ensinamento se restringe à problemas matemáticos, não sendo abordado questões do cotidiano como poupança e investimento, por exemplo. Por conseguinte, isso favorece o aumento de jovens incapazes de organizar suas finanças e exercer os seus deveres como o pagamento de impostos em dia.
Ademais, a persistência dos problemas entre os adultos pode ser relacionada à falta de acesso ao conhecimento dessa esfera populacional. De acordo com o filósofo Francis Bacon, “O conhecimento é, em si mesmo, um poder”. Logo, contrastante ao pensamento, a carência de debates no ambiente de trabalho, propagandas midiáticas e cursos complementares impossibilita a busca pelas informações e corrobora para uma sociedade com dificuldades para lidar com dinheiro. Destarte, se faz necessário encontrar soluções para tal problemática.
Conclui-se, portanto, que o Ministério da Educação deve efetivar a obrigatoriedade do ensinamento da educação financeira no âmbito escolar, por meio da inserção da temática em áreas como humanas, de forma contextualizada, no intuito de possibilitar que os alunos relacionem as questões financeiras com situações do cotidiano. Além disso, o Ministério da Economia juntamente com o Ministério do Trabalho, deve promover campanhas e debates nos locais de trabalho, além de ofertar cursos de baixa carga horária para capacitação da população adulta que apresenta dificuldades de administração financeira. Somente dessa forma o corpo social poderá evitar situações semelhantes como a da Crise de 1929 no Brasil atual.