A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/11/2021
O filme “Até que a sorte nos separe” retrata a história de um casal que ganhou na loteria 100 milhões de reias e, após 16 anos, gastaram todo o dinheiro e foram à falência. De forma análoga à realidade, verifica-se que muitos brasileiros também possuem dificuldades em gestar suas finanças. Nesse sentido, a educação financeira é imprescindível tanto para o indivíduo, quanto para o país e, por isso, deve ser ensinada de forma efetiva nas escolas.
Inicialmente, pode-se notar que o conhecimento sobre o planejamento e a organização de capitais, bem como noções básicas sobre imposto de renda, previdência, poupança e investimentos, por exemplo, é essencial para evitar problemas como os do filme supracitado. Desse modo, o indivíduo torna-se mais preparado para fazer escolhas responsáveis com o seu dinheiro e é menos suscetível também a dívidas. Além disso, a educação financeira, que abrange o empreendedorismo, também é fundamental para melhorar a economia do Brasil, especialmente no atual contexto de crise, uma vez que negócios próprios contribuem para a produção de renda individual e, consequentemente, a longo prazo, favorece a valorização da moeda e a diminuição do desemprego e da inflação.
Entretanto, apesar do saber sobre gestão de finanças desempenhar um papel importante para a sociedade como um todo, observa-se que, na realidade do país, essa temática ainda é pouco discutida nas escolas. Diante dessa perspectova, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” critica o modelo educacional que visa apenas a formação acadêmica, e que não prepara o indíviduo para lidar com questões práticas da vida real, como o mercado financeiro. Diante disso, verifica-se que a educação brasileira deve promover o ensino de finanças e, assim, contribuir para a ascensão social e econômica dos cidadãos mediante um comportamento inteligente com o dinheiro no atual sistema capitalista.
Portanto, com vistas à solução da problemática, é necessário que o Ministério da Educação reformule o currículo das escolas do Brasil, por meio da inserção de uma disciplina nomeada “Educação Financeira” na matriz curricular, que ensine sobre a gestão, aplicação e a poupança de capitais, e sobre como iniciar um empreendimento no país, por exemplo. Essa medida tem como finalidade formar indivíduos financeiramente responsáveis e capacitados para lidar com momentos de crise ou dificuldades financeiras, além de visar também a melhoria da economia brasileira.