A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2021

A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, gerou problemas que atingiu a economia global devido, principalmente, pela falta de conhecimento da população sobre finanças. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no contexto brasileiro, uma vez que a educação financeira na vida do cidadão impacta de forma positiva a economia coletiva. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias a fim de amenizar esse impasse, que dentre as principais causas estão a falha na base educacional, além da mentalidade capitalista do indivíduo.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a ausência na reformulação do sistema educacional brasileiro. Nessa óptica, de acordo com o livro “Pai Rico, Pai Pobre”, de Robert Tosu, empresário e investidor americano, destaca a importância do debate sobre a educação financeira desde a infância com intuito de tornar cidadãos capazes de administrar o próprio dinheiro. De maneira análoga, o cenário retratado no livro está distante de ser alcançado no Brasil, pois a educação escolar persiste na retomada de conceitos básicos aplicados na Matemática, como o de juros simples e juros compostos e porcentagem, isso estabelece apenas a ponta de um conhecimento, que pode ser ampliado numa forma que consiga englobar todos os aspectos que o dinheiro influência dentro da sociedade. Com isso, reformular a base educacional brasileira seria crucial para construir indivíduos com pensamentos mais sólidos e diretos sobre finanças.

Ademais, vale ressaltar o pensamento capitalista como um dos fatores que agravam o problema do distanciamento para a importância da educação financeira. Nesse contexto, segundo o filósofo alemão, Theodor Adorno, ressalta que a indústria cultural possui padrões que se refere na intenção de formar uma percepção para ter bens acumulados. Dessa maneira, o excesso de consumo de maneira não consciente reverbera a dificuldade do controle sobre as despesas individuais, o que intensifica o número de cidadãos inadimplentes no Brasil, que é cerca de 62,6 milhões de brasileiros com o CPF negativado no ano de 2021, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito. Assim, solidifica o pensamento de Adorno sobre o descontrole do consumo, o que acarreta de maneira negativa a economia brasileira.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para que consiga dar devida importância sobre a educação financeira. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, inserir projetos que viabilizam debates dentro da sala de aula, principalmente no ensino fundamental, sobre finanças e o comportamento que esse tema tem de grande relevância para a sociedade, a fim de incentivar crianças e jovens a ter pensamentos concretos e pré estabelecidos sobre o uso do dinheiro de forma consciente. Diante disso, será amenizado o número de inadimplência no Brasil.