A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/11/2021

A recente pandemia da COVID-19 deu destaque a incontáveis problemáticas já pré-existentes no Brasil. Dentre essas, evidenciou-se a deficiências do brasileiro em lidar com suas finanças. Sendo assim, faz-se imprescindível a adoção de medidas, por parte do governo, a fim de implementar a educação financeira no país, no intuito de formar cidadãos capazes de gerir suas contas e reduzir os exorbitantes gastos públicos em tempo de crise.

Diante do que foi supracitado, um caminho viável para implementar essa nova modalidade de educação é fomentar sua aplicação dinâmica nas escolas, Por essa razão, o uso lúdico da “Turma da Mônica” nas instituições de ensino é importante, uma vez que o criador dessas revistinhas em quadrinhos tem criado histórias sobre gestão de gastos, investimentos e o inteligente uso dos recursos financeiros. Tais produções, tais como as de Maurício de Sousa podem ser o plano de fundo ideal para inserir um assunto complexo nas salas de aula, de maneira simples e educativa.

Ademais, é notório que uma população despreparada financeiramente é incapaz de resistir os tempos de crise, como ocorreu em 1929 com a queda abrupta da bolsa de valores, em 2008 com a crise do capitalismo e em 2020 com a pandemia causada pelo corona vírus. Diante disso, o Governo Federal passa a ser o fornecedor de benefícios para suprir uma parcela populacional e, com isso, os gastos públicos tornam-se exorbitantes. Tudo isso intensifica as desigualdades sociais e o estado de miserabilidade do país.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, a ampliação das propostas de educação financeira nas escolas. Para isso, fazem-se relevantes palestras com profissionais da área, projetos educativos por intermédio de jogos como o “banco imobiliário”, teatros representativos de histórias de pessoas que obtiveram sucesso ao mudar seus hábitos financeiros. Tudo isso com a finalidade de capacitar crianças, jovens e adultos a lidarem com o dinheiro, a serem gestores autônomos das suas finanças e investimentos, além de proporcionar uma balança favorável à economia em tempo de crise financeira. Assim, o Brasil tornar-se-à um país mais justo e menos desigual.