A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/11/2021
No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, a protagonista, uma jornalista que não teve educação financeira na infância e adolescência, sofre de “oneomania” - transtorno do consumo compulsivo- mas não consegue admitir seu vício. Fora da cinematografia, a realidade assemelha-se a essa perspectiva, já que o consumo desfreado aprofunda-se em meio à conduta ignorante da sociedade. Nesse sentido, o Brasil hodierno apresenta uma crise para assegurar, a todo brasileiro, uma educação voltada para a administração das finanças. Isso decorre, sobretudo, devido ao desinteresse da escola em defender essa pauta e a escassa abordagem midiática do problema. Desse modo, é evidente a premência de sanar a problemática em questão.
À vista disso, é válido sinalizar a educação, nos moldes predominantes no Brasil, como forte agravante ao dilema. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra “Uma Pedagogia para o Trabalhador”, da educadora Maria Nilde Mascellani, na medida em que ela destaca a importância da escola como reduto de formação integral do ser humano e, consequentemente, como propulsora de em equilíbrio financeiro. Nesse sentido, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino brasileiras, uma vez que são conteudistas, não priorizam o ensino de assuntos da área de finanças, como taxas de juros, poupança e corte de gastos, e, portanto, lamentavelmente não formam obrigação socialmente integrais, da forma como Mascellani idealizou.
Ademais, outro fator é responsável por intensificar o entrave: o caráter esporádico de campanhas de conscientização. Isso porque, como afirmou o escritor inglês George Orwell, em sua obra “1984”, os meios de comunicação em massa constituem importantes atores na construção da sociedade . Nessa perspectiva, muitas vezes, a mídia não só negligencia o debate acerca da educação financeira, como também bombardeia os sujeitos com campanhas de estímulo ao consumo desfreado. Dessa forma, o cidadão brasileiro, inserido nessa lógica de manipulaçã e alienação, perpetua o ciclo de analfabetismo financeiro e não percebe que suas chances de formação integral estão sendo, paulatinamente, reduzidas.
Infere-se, portanto, que o ensino tradicional e a manipulação midiática estão entre as raízes da problemática e que, dessa forma, suas fundações precisam ser desfeitas. Para tanto, o Ministério da Educação deve, com suporte do Ministério da Economia, inserir uma discussão sobre a educação financeira nas escolas, por meio da alteração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como quais afetarão as disciplinas de matemática, sociologia e geografia, com o fito de diminuição dos índices de analfabetismo financeiro no Brasil. Ademais, o Governo Federal deve criar campanhas que sejam veiculadas às mídias abordando o tema em questão.Mediante a essas ações concretas, a realidade do longa-metragem “Os delírios de consumo de Becky Bloom” tão somente figurará nas telas dos cinemas. " mas por meio da alteração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como quais afetarão como disciplinas de matemática, sociologia e geografia, com o fito de diminuição dos índices de analfabetismo financeiro no Brasil. Ademais, o Governo Federal deve criar campanhas que sejam veiculadas às mídias abordando o tema em questão. Mediante a essas ações concretas, a realidade do longa-metragem “Os delírios de consumo de Becky Bloom” tão somente figurará nas telas dos cinemas. “mas por meio da alteração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como quais afetarão as disciplinas de matemática, sociologia e geografia, com o fito de diminuição dos índices de analfabetismo financeiro no Brasil. Ademais, o Governo Federal deve criar campanhas que sejam veiculadas às mídias abordando o tema em questão. Mediante a essas ações concretas, a realidade do longa-metragem “Os delírios de consumo de Becky Bloom” tão somente figurará nas telas dos cinemas. "