A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/11/2021
O economista Arthur Lewis defendia que a educação nunca foi uma despesa e sim, um investimento com o retorno garantido. Todavia, o cenário educacional brasileiro contemporâneo não abrange esse conceito pois, sofre de uma defasagem ao que se diz a respeito da educação financeira de seus cidadãos. Logo, a negligência governamental e a base educacional lacunar corroboram para a falta de inteligência financeira do cidadão brasileiro.
Em primeira análise, deve-se destacar que, de acordo com uma pesquisa desenvolvida em 2015 pelo Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais da metade dos jovens brasileiros de 15 anos não possui conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro no cotidiano. Com isso, é nítido a falta de investimento governamental na esfera educacional, deixando uma lacuna no futuro desses jovens.
Por conseguinte, para aqueles que não conseguem uma formação ou ensino básico de educação financeira, a realidade é árdua. Paralelo a isso, a série sul-coreana “Round 6” retrata a vida de 456 cidadãos que disputam um jogo mortal para obter dinheiro para pagar suas dívidas e limpar seu nome sujo. Fora da ficção, a série reflete um cenário que muitos brasileiros sofrem, de acordo com um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 62,6 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o nome sujo. Assim, é notório o efeito da falta da inteligência financeira brasileira.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o problema atual. Urge que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia, desenvolva e promova, por meio de verbas governamentais, projetos de educação financeira em escolas e eventos públicos, promovendo também campanhas e anúncios constatando a importância da temática e fazendo com que o cidadão brasileiro tome conhecimento acerca da educação financeira. Somente assim, o retorno garantido que Lewis acreditava que a educação promete, acontecerá.