A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/11/2021
Na série ‘‘Round six’’ da ‘‘Netflix’’, retrata inúmeras pessoas que fazem de tudo para sanarem as suas dívidas, pois não souberam admnistrar o seu dinheiro, e suas vidas se tornaram um caos. Fora das telas, isso é uma realidade no Brasil, haja vista que a educação financeira é escassa na vida do corpo social. Isso ocorre devido à falta de ação do Estado para tratar sobre a educação financeira com a população, e em decorrência disso, os indivíduos sofrem com o endividamento, já que não sabem administrar o seu capital. Nesse ínterim, urge a liquidez do imbróglio.
Primeiramente, é importante ressaltar que um dos fatores que levam à falta de educação financeira é a ineficiência estatal para tratar a devida mazela. Nesse prisma, a coletividade não possui conhecimentos básicos sobre como lidar com o seu capital no cotidiano, o que leva os indivíduos a gastar sem pensar e se tornarem desorganizados quanto à sua vida financeira. Segundo o filósofo Rousseau, o Estado é responsável pela estabelecimento do bem-estar social. Contudo, ele é falho na promoção de políticas públicas que visem à melhoria do gasto descontrolado no Brasil, o que prejudica a sociedade vigente, já que não sabem como administrar o seu dinheiro.
Outrossim, tal conjuntura, é ainda intensificada pelas dívidas que os indivíduos fazem, o que acarreta em prejuízos à sua vida financeira. Nessa ótica, segundo as teorias do filósofo Zygmunt Bauman, a inexistência de vigor nas relaçoes políticas, sociais e econômicas, é a peculiaridade vivenciada na ‘‘modernidade líquida’’. Diante desse contexto, caso o infortúnio continue a acontecer, é inevitável que a coletividade irá se endividar, já que não tem o hábito de cuidar de maneira adequada do seu dinheiro. Em decorrência disso, as pessoas podem acabar recorrendo a emprestimos avultáveis e piorar a sua situção financeira, o que irá trazer prejuízos maiores.
Depreende-se, portanto, que ações devem ser realizadas para solucionar o infortúnio. Posto isso, o Governo Federal - como instância máxima de poder - , juntamente com o Ministério da Educação, orgão responsável por admnistrar a educação brasileira, deve implantar a matéria de educação financeira nos colégios. Isso deve ser feito por intermédio da criação de programa que visem ensinar aos jovens a administrar o seu dinheiro, e ensiná-los como lidar com o capital no seu cotidiano, a fim de que desde sempre saibam monitorar a sua vida financeira. Ademais, as instituições escolares podem realizar palestras sobre como os pais dos discentes podem administrar melhor o seu capital, a fim de que eles aprendam a dirigir melhor a sua verba e melhorar o seu planejamento. Dessa forma, o pensamento de Roussau fará sentido.