A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/11/2021

A obra cinematográfica “Até que a sorte nos separe” narra, de maneira cômica, a rotina de uma família que, ao gastar rapidamente toda a fortuna herdada, acaba endividando-se. Analogamente, no Brasil contemporâneo, essa situação de endividamento é bastante corriqueira, o que evidencia a importância da educação financeira na vida dos cidadãos. Nesse aspecto, cabe analisar como a ineficiência do sistema de ensino e a realidade moderna são entraves para a nação.

Diante desse cenário, convém pontuar que a carência educacional é um desafio a ser superado. Segundo o filósofo Sócrates, “Só existe um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”. Sob essa ótica, nota-se que significativa parcela da coletividade brasileira se encontra com o mal de ignorância socrático, tendo em vista sua desinformação a respeito da temática de educação financeira. Isso ocorre porque, desde o Ensino Fundamental, as escolas não são preparadas – com professores especialistas no assunto, por exemplo – para ensinarem aos estudantes sobre finanças. Consequentemente, os alunos crescem sem esse estudo e podem tornar-se adultos com dificuldades de gerenciar o próprio dinheiro, cenário que favorece o endividamento. Isso, por si, denota a essencialidade da educação financeira nas instituições de ensino do país.

Ademais, vale esclarecer que o estilo de vida moderno tem exigido conhecimento financeiro por parte dos cidadãos. A fim de contribuir para a manutenção do sistema capitalista e gerar lucro para os donos do capital, no Toyotismo – modelo de produção vigente adotado por relevante parte de empresas e indústrias –, os objetos são obsoletos e programados para durarem pouco. Sob esse viés, o modo de viver contemporâneo cria indivíduos consumistas que, ausentes de sabedoria financeira, podem endividar-se e prejudicar sua estabilidade econômica. Dessa forma, entende-se que a sociedade de consumo demanda consciência monetária por parte da nação canarinha.

Portanto, torna-se evidente a essencialidade de educação financeira na vida dos cidadãos. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, por meio de alteração na grade curricular dos alunos, garantir a obrigatoriedade do ensino sobre finanças nas escolas – com a contratação de profissionais capacitados para a correta abordagem sobre essa temática -, a fim de que os futuros adultos brasileiros saibam gerir seu próprio dinheiro. Assim, situações como a retratada em “Até que a sorte nos separe” serão menos corriqueiras no país.