A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/11/2021
“O comportamento humano é contagioso, tornando-se enraizado à medida que se reproduz”. Essa frase de Francis Bacon representa, de modo atemporal, a questão da ausência de consciência quanto a importância da educação financeira. Nesse sentido, há, no século XXI, a persistência dessa conduta, a partir da falta de políticas públicas. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessas ações, haja vista dois aspectos: a mobilização do Poder Estatal e o estímulo a inserção do planejamento financeiro no contexto familiar.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a frase de George Santayna, “aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”, aplica-se a situação. Isso, porque o Ministério da Educação promove de forma tímida, no ambiente escolar, o acesso a informações no que diz respeito a educação financeira, em virtude disso, há o aumento da desigualdade social e afetará o desenvolvimento das futuras gerações. Desse modo, apesar desse problema ser histórico, o Poder Estatal é negligente nesse quesito, que ignora os fatos passados e os repete na contemporaneidade, como mencionado pelo filósofo. Logo, essa negligência apresenta uma das causas do problema.
Ademais, cabe ressaltar que a ausência do planejamento financeiro na cultura brasileira está intimamente relacionada à persistência do imbróglio. Diante disso, o filme “Até Que a Sorte nos Separe” ilustra o que foi dito. Ele discorre que, em um tom de humor, o brasileiro obtendo elevado poder aquisitivo, mesmo através de jogos de azar, é capaz de perder tudo, pelo fato de não ter sido instruído ao planejamento de suas finanças. Nesse sentido, a ficção pode ser relacionada ao Brasil no século XXI: a sociedade é predominantemente consumista e se preocupa em menor escala por poupar dinheiro. A partir desse ponto de vista, percebe-se que a mídia retrata a causa da questão abordada.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a ausência da consciência quanto a importância da educação financeira. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, por meio de discussões no Congresso Nacional com membros da coletividade, a implementação de uma Lei específica para amenizar o despreparo de jovens e adolescentes em relação ao contexto financeiro, a fim de mitigar as desigualdades sociais. Além disso, é necessário difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que o sujeito aja corretamente segundo as próprias necessidades e escolhas. Nesse sentido, a educação financeira não será mais um problema na contemporaneidade.