A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/11/2021

De acordo com o filósofo francês contemporâneo Gilles Lipovetsky, a sociedade atual não basta ser uma sociedade do consumo, para ele precisamos consumir muito de tudo e descartar. Diante do exposto, observa-se que tal fundamento está presente na realidade brasileira, uma vez que os indivíduos buscam gastar com o desnecessário e evitam estudar sobre o seu atual estado financeiro. Isso ocorre seja pelo desinteresse pela educação financeira, seja pela motivação do hiperconsumismo evidente em uma sociedade capitalista. Conclui-se, então, que esse revés deva ser solucionado urgentemente.

Nessa perspectiva, acerca da realidade nacional atual, é imprescindível retomar o aspecto supracitado anteriormente quanto ao descomprometimento da população pelo estudo financeiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, cerca de 82,7% dos brasileiros tem acesso à internet. Sob esse viés, é notório que mesmo a comunidade sendo hiperconectada, ainda existe um desinteresse por parcela da nação para se informar dos gastos financeiros. Isto é, a falta de divulgação nos canais comunicativos pelo Ministério da Economia sobre a educação financeira favorece ainda mais os gastos inconscientes e compulsivos, uma vez que não se conhece as despesas fundamentais para o dia a dia do brasileiro. Logo, é essencial que medidas realizadas por esse Ministério possa auxiliar a população.

Ademais, é inevitável salientar que fatores relevantes são combinados na estruturação dessa problemática. Dentre eles, destaca-se a influência do sistema capitalista motivando o consumismo. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, ao pronunciar a frase “Consumo, logo existo”, demonstrou que, na sociedade pós-moderna, a condição indispensável à vida é o consumo. Em consonância com fala do filósofo, está a realidade de muitos brasileiros, já que observa-se a influência do capitalismo sobre os hábitos e os costumes da nação, ou seja, consumir, por meio de grande ofertas de produtos e pela publicidade que desperta um desejo no consumidor. Dessa maneira é essencial medidas de conscientização ao país no que tange às malicias do capitalismo.

Portanto, são inevitáveis ações operantes para incluir a educação financeira no cotidiano da sociedade brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com a mídia televisiva, fornecer aulas sobre finanças, por meio de canais livres - no período da noite, uma vez que nesse horário maior parte dos brasileiros encontram-se em seus domicílios -, com o intuito de informar os telespectadores no que diz respeito ao consumo consciente. Além disso, devem ser realizadas palestras em locais públicos para conscientizar os brasileiros sobre a influência do capitalismo.