A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/11/2021

“O mais escandalosos dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação da filósofa Simone de Beauvoir pode ser aplicada a falta de educação financeira no Brasil, visto que, tão importante quanto essa problemática, é a sua negligenciação. Ora, a banalização dessa educação produz o retrocesso da sociedade e prejudica a qualidade de vida do cidadão.

Nessa perspectiva, essa passividade estagna o avanço social.   A esse respeito, o sociólogo Durkheim declara que os fatos sociais podem ser normais ou patolôgicos, sendo que, o último rompe a harmonia social, corrompendo o progresso coletivo.  Assim, a limitação monetária  população diante do grande “monstro” que o dinheiro se torna, dá-se pelo desconhecimento de planejamento e administração das finanças e provoca difícil avanço econômico ao país. Ora, o empecilho do crescimento individual, impede-se o crescimento coletivo.

Ademais, essa desimportância dada pela sociedade, fere sua própria possibilidade de melhoria de vida. Nessa visão, o sociológo alemão Georg Simmel propõe um termo: Atitude Blasé - um indivíduo que age com indiferença e meio a uma situação que deveria dar atenção - que define a realidade brasileira. Exemplo disso é mais de 60 milhões de pessoas encerraram 2018 com o nome sujo, de acordo com o SPC Brasil.

Diante disso, é necessário lutar para amenizar essa problemática. Dessa forma, cabe as Escolas a implementação de projetos e adesões em matérias como sociologia e matemática que tratem da educação financeira, a fim dos jovens já sairem para o mundo de trabalho sabendo lidar com investimento e administração financeira. Além disso adicionar cursos noturnos ou onlines, de rápida horas, para Jovens e adultos, que não tiveram essa oportunidade quando mais novos, em busca de proporcionar oportunidades de melhores qualidades de vida, e também realizar um engajamento e conscientização da população. Dessa maneira combateremos a afirmação de Simone de Beauvoir.