A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/11/2021

Em sua obra “O ensaio para a cegueira”, o escritor José Saramago atenta para a relevância de se ter olhos quando todos os perderam. De forma análoga, torna-se necessário na nação brasileira atual “se ter olhos” para enxergar as importâncias da educação financeira no país. As quais envolvem, obrigatoriamente, a redução da desigualdade social e o desenvolvimento nacional. São prementes, pois, discussões acerca dessa competência urgente para a nação.

A princípio, vale ressaltar a mitigação da desigualdade entremeada no país como latente importância do conhecimento monetário. Nesse sentido, o geógrafo baiano Milton Santos em seu conceito Globalização Perversa, afirma que na modernidade há uma tendência do acirramento de classes. Diante desse conceito, é fato que a falta de educação financeira ressoa na intensificação da divergência de classes. Isso porque, a consciência sobre o dinheiro gastado permite o planejamento contra dívidas e o gerenciamento de possíveis crises. Logo, pelo controle e organização do dinheiro pode ocorrer uma melhoria no poder de compra da população.

Outrossim, o desenvolvimento nacional é outra notoriedade da didática financeira. Nesse viés, segundo o filósofo Kant é no problema da educação que se encontra o aperfeiçoamento da humanidade. A partir da premissa Kantiana, torna-se cristalino que o subdesenvolvimento de uma nação é reflexo de uma negligência com a educação, com ênfase para a monetária. Prova disso, é que com a administração do dinheiro e a melhoria do poder de compra há o crescimento da qualidade de vida das populações. A título de exemplificação, relatórios da OCDE – organização da cooperação e desenvolvimento econômico - apontam que todos os países com alto IDH- índice de desenvolvimento humano – são adeptos dessa educação. Assim, é inegável a urgência da concepção financeira para o aperfeiçoamento nacional.

Depreende-se, portanto, que dentre as magnitudes da educação orçamentária encontram-se: a atenuação da desigualdade social e o crescimento da nação. Desse modo, faz-se mister que o Ministério da Educação promova a reformulação da base nacional comum curricular por meio da inclusão, nas grades escolares, da educação financeira obrigatória – a qual aborde sobre noções cotidianas de como poupar e investir o dinheiro- desde o ensino primário, com fito de promover essa modalidade educativa essencial para a formação crítica do cidadão.