A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/11/2021
Na série “Round 6”, um grupo de pessoas passando por dificuldades financeiras recebe um estranho convite para um jogo de sobrevivência, e estes endividados acabam aceitando o convite com a esperança de ganhar dinheiro “fácil”. Nesse sentido, esta obra está intimamente ligada à sociedade brasileira, e deixa bem claro que as consequências da falta de educação financeira na vida do cidadão são evidentes. Fora da ficção, é indispensável analisar as causas que agravam esse quadro: a desinformação e a falta de amparo governamental.
Nesse viés, é necessário pontuar que a falta de informação acerca dos riscos da escassez de ensino financeiro precisa ser superada. A esse respeito, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 6,3 milhões de jovens brasileiros, com idades entre 18 e 24 anos, estão endividados. Paralelamente, torna-se evidente que a falta de discernimento monetário atrapalha a vida de muita gente, resultando na vulnerabilidade de contrair uma dívida, pois o povo no geral é propenso ao consumo desenfreado pelo baixo entendimento sobre a necessidade do controle e de poupar. Assim, enquanto a desinformação se mativer, o Brasil permanecerá cego diante dos problemas do pequeno ensino financeiro.
Outrossim, convém ressaltar que o acesso a conteúdos básicos de educação financeira nos primórdios escolares é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “O Cidadão de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, visto que não são garantidos na prática. Dessa forma, depreende-se que o ensinamento dado às pessoas não íntruidas sobre como utilizar o dinheiro de forma consciente e correta é precário e até mesmo ignorado, ferindo os direitos de uma parcela da população que necessita usufruir da educação financeira adequadamente. Logo, fica nítido que negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento prejudicado.
Destarte, medidas são necessárias para resolver os problema discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, juntamento com o auxílio governamental, tomar providências promovendo informações seguras a respeito da educação financeira em palestras para alunos do ensino fundamental e médio, por meio de aulas interdisciplinares, além de realizar campanhas midiáticas nas redes sociais, visando os riscos e os impactos atuais e a longo prazo na vida de cada pessoa. Espera-se, com essa medida, que a ausência da educação financeira na vida do cidadão seja paulatinamente erradicada.