A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2021

O “american way of life” foi uma doutrina estadunidense bastante aplicada nos países da América durante a segunda metade do século XX. Com isso, o Brasil, ao participar de dessa difusão cultural, criou em seu território um ideal de consumo idealizado que se propaga até hoje, embora que, na ótica mais abrangente da glabalização. Em contrapartida, pouco se discute, entre a população adulta, sobre a importância da educação financeira em uma sociedade consumista, o que é problemático pelo cenário da agenda neoliberal e suas consequências que se entrelaçam com a crise econômica.

A princípio, é importante analisar como a política neoliberal e a crise econômica afetaram de forma negativa muitas pessoas. Alguns anos atrás criou-se uma progapaganda de “independência” por meio do emprego informal, provedor de horários flexíveis e trabalho sob demanda. Tal modalidade foi, a priori, vista com otimismo por muitos. No entanto, o emprego informal tomou altas proporções devido ao desemprego e, com a instabilidade dos salários, característico da categoria, atingiu de maneira negativa pessoas com pouca ou nenhuma noção sobre análise de riscos financeiros da informalidade ou sobre reservas para emergências, ideias presentes na disciplina de educação financeira.

Além disso, é cabível demonstrar importâncias acerca do assunto que vão ao encontro da conjuntura das sociedades pós-modernas. Nessa ótica, teóricos como Bauman e Lipovetsky discorreram sobre o poder da publicidade que, além de divinizar propodutos, também vangloriza ideais a partir da internalização. Por exemplo, não é aversa, para a maioria das pessoas, a opinião de que comprar muitas coisas é sinônimo de recompensa para um dia ruim. A partir disso, o ENAP (Estratégia Nacional de Educação Financeira) propôs a educação financeira nas escolas como uma matéria interdisciplinar para ser aplicada de forma pragmática, de modo a influenciar o autoconhecimento e o questionamento. Tais práticas, em última instância, dificultam as estratégias de marketing da sociedade de consumo.

Diante disso, é possível compreender a urgência da educação financeira, principalmente, na esfera das pessoas adultas, uma vez que elas são as principais vítimas das problemáticas políticas que o país enfrenta. Por isso, o Governo Federal deve - em conjunto com o ENEF - criar uma campanha nacional por meio de veículos de informação governamental. Essa ação terá como finalidade atrair a população para participar de palestras e aulas sobre educação financeira (produzidas com o mesmo teor proposto pelo já existente plano da Estratégia Nacional de Educação Financeira nas escolas) e, com isso, será possível reconhecer a importância e a eficácia da educação financeira na sociedade atual.